Fachada do Hospital Municipal Raul Sertã, com placa e veículos estacionados.

Vídeos mostram o “bastidores” da realidade de familiares de pacientes em Hospital de Nova Friburgo

“Condições mínimas”. Veja as imagens na reportagem

Quem acompanha um familiar internado sabe que a espera não termina quando o paciente recebe uma cama. Em muitos casos, começa ali uma rotina de horas sem dormir, alimentação improvisada e preocupação constante. No Hospital Municipal Raul Sertã, em Nova Friburgo, acompanhantes afirmam que essa permanência tem ocorrido sem condições mínimas de conforto. Vídeos gravados dentro da unidade e enviados ao Portal EcoSerrano mostram parte da realidade enfrentada por familiares e cuidadores. Segundo os relatos, são poucas cadeiras de plástico para atender pessoas que passam o dia e, muitas vezes, também a madrugada ao lado dos pacientes. Entre os acompanhantes há idosos, pessoas com dificuldades de locomoção e familiares que precisam permanecer no hospital por vários dias. Sem poltronas adequadas ou espaços preparados para descanso, eles relatam que precisam se revezar nas cadeiras disponíveis ou buscar alguma posição menos desconfortável durante a noite. “É um abandono”, afirmou um dos acompanhantes ao descrever a situação.

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Problemas não estariam restritos aos acompanhantes

As reclamações recebidas pelo EcoSerrano também envolvem a estrutura interna do hospital. Acompanhantes relatam banheiros quebrados ou frequentemente em manutenção, falta de determinados medicamentos e camas hospitalares enferrujadas ou com problemas de conservação. As informações são apresentadas por pessoas que permanecem dentro da unidade acompanhando pacientes. Os registros enviados não permitem confirmar, de forma isolada, a dimensão de todos os problemas relatados, mas mostram as dificuldades enfrentadas por quem precisa permanecer por muitas horas no hospital. O ponto mais repetido nas mensagens é justamente a falta de assistência aos acompanhantes. Eles afirmam que os pedidos por melhores condições já foram feitos diversas vezes, mas não teriam resultado em mudanças.

Acompanhante também faz parte do cuidado

A presença de um familiar ou cuidador pode ser essencial para pacientes idosos, pessoas com deficiência, crianças ou pacientes debilitados. É o acompanhante quem frequentemente ajuda na alimentação, na higiene, na comunicação com a equipe e na observação de mudanças no estado de saúde. Quando essa pessoa permanece horas ou dias sem descanso adequado, o problema deixa de ser apenas uma questão de conforto. O desgaste físico pode comprometer a própria capacidade de auxiliar o paciente. Os relatos enviados ao EcoSerrano levantam uma cobrança objetiva: além do atendimento médico, é necessário garantir condições minimamente dignas para quem permanece no hospital ajudando no cuidado. Até o fechamento desta reportagem, o material encaminhado ao Portal não continha um posicionamento oficial da Prefeitura de Nova Friburgo ou da direção do Hospital Municipal Raul Sertã sobre as reclamações. O espaço permanece aberto para manifestação e esclarecimentos.

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