Decisão foi ratificada pelo Ministro Alexandre de Moraes. Animais ajudam a dar dignidade e reduzir a solidão às pessoas vulneráveis
Na última terça-feira, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), fixou prazo de 120 dias para o governo apresentar um plano para a implementação da política nacional para as pessoas em situação de rua. Entre as medidas definidas pelo ministro, está uma importante: que estados e municípios garantam abrigo para os animais domésticos que vivem com seus tutores em situação de rua.
Qual a importância desta decisão?
Segundo o Fórum Nacional de Defesa e Proteção Animal, no caso de pessoas sem-teto, os vínculos de afeto com animais, como cães e gatos, ajudam a dar dignidade e reduzir a solidão. Por isso, quando animais são impossibilitados de estar com seus tutores, isso se torna um obstáculo para o acolhimento e permanência da pessoa em situação de rua em um abrigo.É comum em muitas cidades que abrigos para sem-teto não permitam animais. Em São Paulo, por exemplo, só 9 dos 117 abrigos disponíveis para pessoas em situação de rua têm espaço para acolher animais domésticos, segundo reportagem do UOL. Em todos eles, os canis estão situados do lado de fora do abrigo.“Sabemos que os desafios para o desenvolvimento desta política são vários, que muitos estados e municípios não possuem equipamentos para o abrigamento dos animais – seja junto ou mesmo separados dos humanos em situação de rua”, afirma a gerente técnica do Fórum Animal, Haiuly Viana. “Mas é extremamente importante dar visibilidade também aos animais não humanos que acompanham estes indivíduos e partilham de sua vivência”.A reprodução deste conteúdo em parte ou em sua totalidade, sem prévia autorização do EcoSerrano, pode acarretar em violação dos direitos autorais e resultar em uma ação judicial.Redes Sociais do EcoSerranoTelegramGrupo de Whatsapp 3Grupo de Whatsapp 2 Grupo de Whatsapp 1 Instagram: @ecoserranoFacebook: @ecoserranooTwitter: @serrano_ecoYoutube: EcoSerrano