Duas onças-pardas em uma trilha coberta por folhas, uma em primeiro plano e outra ao fundo, entre a vegetação.

Raridade: onças-pardas dão vistas às margens de rodovia no RJ

Vídeo mostra animais bem pertinho de estrada que liga região serrana ao Rio de Janeiro

Duas onças-pardas foram registradas às margens da RJ-116, em Cachoeiras de Macacu, em um flagrante divulgado nesta quinta-feira, 8 de outubro, pela SOS Vida Silvestre. A organização apresentou as imagens como um marco para o trabalho de conservação realizado na região.

Segundo Francis, representante da SOS Vida Silvestre, o registro integra o Programa Fauna Viva, desenvolvido pela organização e pela concessionária Rota 116, em parceria com o Felinos da Serra. A iniciativa reúne ações voltadas à proteção da biodiversidade e à segurança de quem utiliza a rodovia.

Os animais foram descritos pela organização como um casal de onças-pardas (Puma concolor). Não foram informados o quilômetro da rodovia, a data exata da gravação ou o método utilizado para captar as imagens.

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Organização celebra resultado de uma década de trabalho

Na mensagem encaminhada ao EcoSerrano, Francis relacionou o flagrante a uma década de atuação em defesa da fauna silvestre.

“O trabalho de uma década resumido em um momento histórico”, afirmou o representante da organização ao anunciar as imagens.

A SOS Vida Silvestre classificou o registro como inédito para o trabalho de ecologia de estradas desenvolvido na região. Esse campo estuda, entre outros aspectos, a relação entre as rodovias e os animais, incluindo seus deslocamentos e os riscos de atropelamento.

A organização também destacou a colaboração de parceiros como Cedae, Replantando Vidas e o Laboratório/Núcleo de Vertebrados Silvestres (NEVS), além de outras iniciativas envolvidas na proteção ambiental.

Onça-parda é o segundo maior felino do Brasil

Também conhecida como puma e suçuarana, a onça-parda é o segundo maior felino brasileiro, atrás da onça-pintada. A espécie ocorre em diferentes ambientes do país, incluindo a Mata Atlântica.

Os adultos apresentam pelagem predominantemente uniforme, em tons pardos, e cauda longa. Diferentemente da onça-pintada, não possuem o padrão de manchas em rosetas que caracteriza aquela espécie.

De hábitos geralmente solitários, esses animais utilizam extensas áreas para buscar alimento e se deslocar. Como predadores, participam do equilíbrio dos ecossistemas ao regular populações de outras espécies.

Embora os dois indivíduos tenham sido apresentados como um casal pela SOS Vida Silvestre, o registro conjunto, isoladamente, não permite concluir que estejam em período reprodutivo.

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Presença junto à rodovia exige proteção e atenção

O flagrante evidencia a presença de grandes mamíferos em uma área atravessada pela RJ-116. A conservação da vegetação e das conexões entre áreas naturais é importante para permitir o deslocamento da fauna.

Ao mesmo tempo, a proximidade de uma rodovia representa risco de atropelamento. Por isso, o registro reforça a importância do monitoramento e da comunicação de ocorrências às equipes responsáveis pelo trecho.

Quem avistar uma onça ou outro animal silvestre não deve se aproximar, alimentar, perseguir ou tentar capturá-lo. Também é importante evitar aglomerações e paradas na pista para fotografar.

Como comunicar animais na RJ-116

A concessionária orienta os usuários a informar a presença de animais na pista pelo 0800 2820 116, canal gratuito de emergência com atendimento 24 horas.

Ao comunicar uma ocorrência, indique o ponto da rodovia, o sentido de circulação e, se possível, uma referência de localização. Faça o contato de maneira segura, sem utilizar o celular enquanto dirige.

O flagrante divulgado pela SOS Vida Silvestre amplia a visibilidade da fauna de Cachoeiras de Macacu e do trabalho de conservação na região. A orientação é preservar a distância e permitir que os animais sigam seu deslocamento sem interferência.

Motoristas e pedestres devem manter distância ao encontrar uma onça-parda

Quem estiver de carro deve reduzir a velocidade gradualmente, evitar manobras bruscas e permanecer dentro do veículo, com os vidros fechados, sem perseguir ou bloquear a passagem do animal. A pé, a orientação é manter a calma, não correr, não se agachar e se afastar lentamente, sem dar as costas ou perder o felino de vista. Crianças devem permanecer próximas aos adultos, e ninguém deve se aproximar de filhotes, oferecer alimento ou tentar capturar o animal. Na RJ-116, avistamentos que representem risco à circulação devem ser comunicados à Rota 116 pelo 0800 2820 116. 

Telefone útil:

  • Rota 116 — emergência e comunicação de animais na rodovia: 0800 2820 116. 

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