Cemitério com lápides e flores vermelhas em primeiro plano, em um dia nublado.

Quem são os vereadores que aprovaram o IPTU da Morte em Nova Friburgo

Em votação, 13 vereadores foram a favor do projeto de lei do Prefeito Johnny Maycon que cria mais um imposto

Nova Friburgo aprovou um novo tributo anual para manutenção de cemitérios públicos. O valor será cobrado dos responsáveis por sepulturas e provocou embate político na Câmara.  Oposição critica impacto financeiro e questiona necessidade do novo encargo.

Câmara aprova nova taxa para manutenção de cemitérios em Nova Friburgo

A Câmara Municipal de Nova Friburgo aprovou, por maioria, o projeto do Executivo que cria uma taxa anual de manutenção de cemitérios públicos. A medida poderá começar a ser cobrada já em 2026 e tem gerado forte repercussão entre moradores, lideranças políticas e representantes comunitários. Foram 13 votos a favor e 4 votos contrários à proposta, que agora segue para regulamentação e aplicação pela administração municipal.

Como foi a votação na Câmara

O projeto recebeu apoio da maioria dos parlamentares. Votaram a favor: Jânio de Carvalho, Isaque Demani, Carlinhos do Kiko, Dirceu Tarden, Christiano Huguenin, Ghabriel do Zezinho, Angelo Gaguinho, Rômulo Pimentel, Tia Karla, Cláudio Leandro, Max Bill, Cascão do Povo e Evandro Miguel. Votaram contra o texto os vereadores Maicon Gonçalves, Claudio Damião, Marcos Marins, Maiara Felício.

Impacto financeiro da nova taxa

O valor sugerido é de cerca de R$ 140,00 ao ano, cobrado diretamente dos responsáveis pelas sepulturas. A justificativa da administração é custear limpeza, manutenção e serviços administrativos dos cemitérios públicos. Haverá uma alteração no projeto para incluir que famílias de baixa renda fiquem de forma da obrigação do pagamento. Atualmente, Nova Friburgo já possui uma taxa de renovação de sepulturas, no valor de R$ 237,54, paga a cada três anos. Caso a nova cobrança seja instituída, os moradores passarão a arcar com valores anuais, o que aumenta o peso financeiro no orçamento das famílias.

Por que o tema gerou forte reação

Parte dos vereadores criticou o impacto social da proposta. Para a oposição, o novo tributo atinge especialmente famílias de baixa renda e amplia a carga de custos relacionada a sepultamentos e renovações obrigatórias. O vereador Claudio Damião classificou o projeto como o “IPTU da Morte”, expressão que rapidamente se intensificou no debate público. Segundo ele, “não é razoável exigir quase 250 reais por ano para manutenção de cemitérios, além da taxa de renovação já vigente”. Parlamentares contrários afirmam que a cobrança anual cria um acúmulo de despesas e deveria ser revista antes de entrar em vigor.

Contexto local e próximos passos

A administração municipal argumenta que a taxa busca aprimorar a estrutura dos cemitérios públicos e garantir recursos específicos para manutenção contínua, sem depender exclusivamente do orçamento geral do município. Com a aprovação do projeto, o Executivo deverá publicar normas complementares detalhando prazos de cobrança, mecanismos de atualização de valores e possíveis isenções.

Participe: sua opinião sobre tributos municipais

1 — Você concorda com a criação de uma taxa anual para manutenção de cemitérios? 2 — A cobrança deveria substituir a taxa de renovação já existente? 3 — Você considera que os serviços atuais justificam um novo tributo?

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