Agentes também foram a endereços ligados a membros da gestão municipal passada, além de irem até a sede da empresa investigada e do proprietário
Os desdobramentos da Operação Baragnose, da Polícia Federal em Nova Friburgo na manhã desta quarta-feira, 15, ainda estão sendo sentidos.A Operação é mais uma fase das investigações referentes à sucessão de contratos emergenciais na alimentação do Hospital Municipal Raul Sertã, entre 2017 e 2020. Segundo a PF há a hipótese de uma empresa e a sua atual sucessora terem obtido sucessivas decisões administrativas emergenciais supostamente ilícitas para se manterem como fornecedores da unidade hospitalar, fraudando assim o caráter competitivo de uma licitação regular.Isso quer dizer que durante o período analisado, a PF suspeita que as licitações referentes a aquisição de alimentação hospitalar eram “deixadas de lado” pelos responsáveis pela Saúde municipal – sob a gestão do Prefeito Renato Bravo. A teoria da PF é que, ao deixar passar esse prazo, isso facilitaria a abertura de contratos emergenciais, os quais, por se tratar de uma urgência, não precisam de licitação. Os valores destes contratos emergenciais estão sob suspeita de terem sido superfaturados, além de um suposto esquema de favorecimento a uma determinada empresa.A PF cumpriu 18 mandados de busca e apreensão. Entre eles, a PF foi até a residência do vereador Christiano Huguenin, então Secretário de Saúde, na época, além de terem ido em endereços de outros investigados como na casa do ex-prefeito Renato Bravo, em Niterói, de Bruno Villas Boas (ex-secretário de governo), na cozinha da empresa, no Perissê, além, da casa do proprietário da empresa.A reprodução deste conteúdo em parte ou em sua totalidade, sem prévia autorização, pode acarretar em violação dos direitos autorais e resultar em uma ação judicial.Redes Sociais do EcoSerrano