Ministério Público denunciou 14 pessoas por fraude na compra de respiradores durante a pandemia de Covid-19. MPRJ divulgou a identidade do acusado
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), através do Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ), tomou uma medida importante esta semana. Eles entraram com uma ação contra o ex-prefeito de Carmo, Paulo César Gonçalves Ladeira, e outras 13 pessoas físicas e três empresas. A ação foi motivada pelo superfaturamento na compra de nove respiradores mecânicos para o combate à pandemia de Covid-19, usando recursos destinados pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) ao município.O juiz da vara única de Carmo determinou que os réus tenham indisponibilidade de valores, no mínimo R$ 6 milhões, para pagar multas e indenização. Além disso, os réus foram afastados de qualquer cargo público ocupado e proibidos de contratar com o poder público. Vale lembrar que, em novembro de 2023, o ex-prefeito e as mesmas pessoas foram denunciadas pelo GAECO/MPRJ, na terceira fase da Operação Éolo, por diversos crimes.Segundo as investigações, a compra fraudulenta dos respiradores aconteceu em 2020, como parte de um grande esquema de corrupção para desviar recursos da saúde, que deveriam ser usados no combate à pandemia. Os respiradores foram comprados por R$ 110 mil cada, totalizando R$ 990 mil, mas o hospital sequer tinha condições de usá-los. O esquema beneficiou empresas como Sheridan Rio Comércio e Serviços Eirelli, XSM Distribuidora e Pisom Distribuidora e Comércio de Produtos.O GAECO/MPRJ destaca um superfaturamento de R$ 435.569,54 e requer uma reparação dos danos morais coletivos causados pelos atos ilícitos no valor mínimo de R$ 5 milhões. Além disso, pede sanções como perda dos bens ou valores ilicitamente adquiridos, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos, multa e proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios ou incentivos.
Por MPRJ
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