Mãos trocando dinheiro, em uma cena que pode sugerir corrupção.

Eleitores denunciam compra de votos em vereadores eleitos em Nova Friburgo

Dois relatos denunciam valores oferecidos por dois parlamentares nas Eleições de 2024

Duas pessoas procuraram o Portal EcoSerrano em setembro de 2026 para relatar supostas ofertas de dinheiro em troca de votos nas eleições municipais de 2024, em Nova Friburgo. Segundo os depoimentos, as propostas teriam sido de R$ 500 e R$ 250, em situações distintas, durante a campanha e no dia da votação. Os relatos ainda não foram confirmados.

As fontes afirmam que receberam pessoalmente as abordagens. Uma delas descreveu uma oferta feita em um salão de beleza; a outra contou que foi procurada nas proximidades de um local de votação. O Portal apura a veracidade das informações e busca outros elementos que permitam esclarecer as circunstâncias.

Segundo as pessoas ouvidas, as propostas buscavam beneficiar dois candidatos a vereador que teriam sido eleitos naquele pleito, para a legislatura de 2025 a 2028. Essa informação faz parte dos relatos e não comprova participação ou conhecimento dos parlamentares sobre as supostas abordagens.

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Funcionária relata oferta de R$ 500 em salão de beleza

No primeiro episódio, uma funcionária de um salão de beleza afirmou que recebeu uma proposta de R$ 500 para votar em determinado candidato a vereador durante a campanha de 2024.

De acordo com a fonte, a oferta teria partido de uma mulher apontada por ela como assessora de um parlamentar. A funcionária contou que já havia declarado apoio a outro candidato e recusou a proposta.

Outra abordagem teria ocorrido perto de local de votação

O segundo depoimento descreve uma situação que teria ocorrido no dia da eleição. Um eleitor afirmou que um homem o abordou perto do local onde votaria e pediu que ele “desse uma moral” ao candidato que apoiava.

Segundo a fonte, após a recusa, o homem teria dito: “Tá rolando dinheiro”. O eleitor contou que perguntou o valor por curiosidade e recebeu como resposta uma oferta de R$ 250 pelo voto.

Essa versão também permanece sem confirmação independente. A identificação de quem teria feito a proposta e a existência de eventual vínculo com o candidato são pontos que precisam ser esclarecidos nos dois relatos.

Oferta de dinheiro por voto é proibida pela legislação

A legislação eleitoral proíbe oferecer dinheiro ou outra vantagem para obter o voto de um eleitor. O artigo 299 do Código Eleitoral prevê a conduta mesmo quando a oferta não é aceita.

Isso não significa que os episódios narrados estejam comprovados ou que possam ser automaticamente atribuídos aos candidatos citados pelas fontes. A responsabilização depende da apuração dos fatos, das provas e dos requisitos legais aplicáveis.

Na esfera da captação ilícita de sufrágio, o Tribunal Superior Eleitoral ressalta a necessidade de demonstrar participação ou anuência do candidato beneficiado. A simples afirmação de que alguém pediu votos em nome de um concorrente não basta para estabelecer sua responsabilidade.

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EcoSerrano busca informações que permitam verificar os relatos

O Portal mantém a apuração aberta para verificar se existem outros depoimentos, registros ou testemunhas relacionados às situações descritas. Até esta publicação, as informações disponíveis não permitem afirmar que houve compra de votos nem atribuir responsabilidade a qualquer parlamentar.

Os nomes dos candidatos e das pessoas apontadas como responsáveis pelas ofertas não são divulgados nesta etapa. A reportagem tampouco apresenta os relatos como denúncia formal recebida pela Justiça Eleitoral ou como investigação conduzida por uma autoridade.

Eleitores de Nova Friburgo que tenham recebido abordagens semelhantes podem procurar o EcoSerrano por mensagem privada. Informações sobre a época, o local, o conteúdo da proposta e eventuais registros ajudam a verificar cada situação. O Portal preservará a identidade das fontes na publicação e tratará os contatos sob sigilo jornalístico.

O recebimento de novos depoimentos não será considerado confirmação automática. Cada relato será analisado antes de qualquer divulgação, com respeito ao direito de resposta das pessoas que eventualmente venham a ser identificadas na apuração.

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