O clima já era pesado antes mesmo da votação começar. Moradores acompanhavam atentos cada movimentação da sessão que acabaria aprovando o chamado “Auxílio Lagosta”.O projeto que cria um vale alimentação para vereadores no valor de R$ 50 passou por uma margem apertada: 9 votos favoráveis contra 8 contrários. Foram quatro ausências, entre elas, três parlamentares que compõe a mesa diretora – propositora do projeto. O resultado imediatamente incendiou os bastidores políticos da cidade e ampliou a insatisfação de parte da população, principalmente entre trabalhadores do serviço público municipal.Enquanto a votação acontecia, o assunto já dominava grupos de WhatsApp, redes sociais e conversas em diferentes pontos da cidade. Em muitos comentários, o questionamento era o mesmo: por que ampliar benefícios para o Legislativo em um momento em que servidores ainda reclamam de dificuldades salariais e falta de valorização?A sessão foi marcada por discursos firmes, troca de posicionamentos e um ambiente visivelmente dividido dentro da própria Câmara.
Votaram a favor do projeto:
Ângelo Gaguinho (PL)
Bruno Silva (MDB)
Carlinhos do Kiko (PL)
Cascão do Povo (PL)
Claudio Leandro (PL)
Dirceu Tarden (PL)
Isaque Demani (PL)
Janio de Carvalho (União)
Max Bill (MDB)
Já os vereadores que se posicionaram contra o benefício foram:
Christiano Huguenin (PP)
Claudio Damião (PT)
Maiara Felício (PT)
Maicon Gonçalves (Mobiliza)
Marcos Marins (PSD)
Rômulo Pimentel (Podemos)
Joelson do Pode (PDT)
Ghabriel do Zezinho (Solidariedade)
Também chamaram atenção as ausências na sessão:
Evandro Miguel (MDB) – Mesa diretora
José Carlos Schuabb (União) – Mesa diretora
Tia Karla (Republicanos) – Mesa diretora
Wallace Piran (PL)
Pouco depois da aprovação, o vereador Marcos Marins encaminhou formalmente um pedido para que o prefeito Johnny Maycon vete o projeto. Além disso, apresentou uma solicitação para que, caso o benefício seja mantido, o mesmo valor seja concedido aos servidores públicos municipais.O vereador Maicon Gonçalves (mobiliza), informou que a proposta de Marins não tem previsão de impacto financeiro e seria uma medida – apesar de nobre – populista em ano de eleição.A movimentação aumentou ainda mais a pressão política sobre o Executivo. Agora, todas as atenções se voltam para a decisão do prefeito, que poderá sancionar o texto, vetar integralmente a proposta ou optar por um veto parcial, dependendo da análise jurídica da Prefeitura.Entre servidores, o sentimento predominante é de comparação direta entre a realidade enfrentada por categorias do funcionalismo e o benefício aprovado para os parlamentares.A votação também expôs um cenário de divisão dentro do Legislativo, com parlamentares tentando equilibrar pressão popular, posicionamento político e desgaste nas redes sociais.Agora, a expectativa gira em torno da resposta de Johnny Maycon. E, nos bastidores, vereadores já admitem que qualquer decisão do prefeito deve provocar novos capítulos nessa disputa política que saiu do plenário e chegou diretamente ao cotidiano da população friburguense.