Gripe aviária é confirmada em galinhas-d’Angola no BioParque do Rio; área permanece interditada
Galinhas-d’Angola testam positivo para gripe aviária no Rio de Janeiro
Nove galinhas-d’Angola do BioParque do Rio morreram após contraírem o vírus da influenza aviária (H5N1). O diagnóstico foi confirmado por exames realizados no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), ligado ao Ministério da Agricultura e Pecuária, em Campinas (SP).O caso provocou a interdição imediata de toda a área da Savana Africana, onde os animais eram mantidos, e levou ao fechamento temporário do parque por precaução.
Área afetada segue interditada até amanhã
Em nota oficial, o BioParque do Rio informou que a área atingida ficará interditada por 14 dias, como estabelece o protocolo de biossegurança para zoonoses de alta patogenicidade. As demais regiões do parque, que não possuem animais infectados, serão reabertas ao público nesta quinta-feira (24).A reabertura parcial está sendo feita com autorização dos órgãos competentes e adoção de medidas como isolamento da área afetada, rastreamento de contato e monitoramento clínico de outras aves.
Autoridades estaduais e federais acompanham o caso
A situação está sendo monitorada pela Secretaria de Estado de Agricultura do Rio de Janeiro, pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) e pela Superintendência de Defesa Agropecuária Estadual. As instituições estão atuando para garantir a segurança sanitária no local e evitar qualquer risco de propagação do vírus.O governo estadual afirmou que foram implementadas medidas como:
Isolamento total da área afetada;
Monitoramento clínico de aves;
Rigor no controle de entrada e saída de materiais;
Vistorias técnicas conjuntas.
Monitoramento de pessoas que tiveram contato com as aves
A SES-RJ iniciou o acompanhamento de 15 pessoas que tiveram contato com as aves mortas, conforme previsto nos protocolos de vigilância em saúde. Desde o dia 17 de julho, essas pessoas são observadas por uma equipe do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs).Caso apresentem sintomas respiratórios em até 10 dias após a exposição, são orientadas a permanecer em isolamento domiciliar e passam por testagem. As amostras são encaminhadas para o Laboratório Central Noel Nutels (Lacen) e à Fiocruz, referência nacional no diagnóstico.
Gripe aviária e riscos à saúde humana
Segundo autoridades sanitárias, a gripe aviária não é transmitida por consumo de carne ou ovos, e casos de contaminação humana são raros. No entanto, o monitoramento é fundamental para prevenir eventuais surtos e garantir a proteção da fauna e da população.
BioParque segue protocolos similares a outros zoológicos
O caso do BioParque não é isolado. Em junho, o Zoológico de Brasília também suspendeu as visitas após um irerê (espécie de marreco) ser diagnosticado com gripe aviária.No mesmo mês, o Ministério da Agricultura informou à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) que o Brasil estava livre da doença em granjas comerciais, após o encerramento do vazio sanitário em Montenegro (RS), onde ocorreu um foco isolado.