Igreja em Petrópolis em meio à vegetação exuberante, com rio e ponte.

Saiba qual é a Cidade do Rio que decretou Estado de Calamidade Financeira

Ícone do turismo na região serrana, município vive colapso na economia e atravessa uma das piores crises da história

 

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Prefeitura de Petrópolis decreta calamidade financeira e suspende reajuste salarial de prefeito e secretários

A Prefeitura de Petrópolis publicou, nesta quarta-feira (16), uma edição extra do Diário Oficial com a decretação de estado de Calamidade Pública Financeira por 180 dias. A medida faz parte de um pacote de contenção de despesas adotado para enfrentar o agravamento da situação fiscal do município, que segundo o governo, se intensificou desde o início de 2025. O pacote inclui ações imediatas como suspensão da recomposição salarial do prefeito, do vice-prefeito e dos secretários, além da redução de gastos com eventos, combustível, veículos, viagens e contratos de serviço.

Suspensão de reajustes e contenção de gastos

Um dos principais pontos do plano de contingência é a suspensão do aumento salarial aprovado pela Câmara Municipal para as autoridades do Executivo. A recomposição, prevista para entrar em vigor em 1º de julho de 2025, foi cancelada por tempo indeterminado. Também foi determinada a redução de valores em contratos de prestação de serviços, compras e obras, com foco em renegociar ou encerrar acordos considerados onerosos.

Medidas de austeridade anunciadas

Entre as principais ações para tentar reequilibrar as contas públicas estão:
  • Suspensão do reajuste de prefeito, vice e secretários, previsto para julho; 
  • Redução de contratos de serviços, obras e compras; 
  • Corte no uso de combustíveis e recolhimento de viaturas não essenciais ao depósito municipal; 
  • Proibição de viagens e participação em eventos onerosos; 
  • Redução de eventos públicos, exceto os com patrocínio ou incentivo fiscal; 
  • Proibição de aquisição e locação de veículos, salvo para Saúde, Educação, Defesa Civil e Comdep; 
  • Revisão de despesas com aluguéis; 
  • Parcelamento em 36 meses de dívidas herdadas da gestão anterior; 
  • Revisão de pagamentos de comissões e grupos de trabalho; 
  • Suspensão de horas extras, com exceções para as secretarias essenciais. 

Crise fiscal pode ter reflexos na prestação de serviços

A Prefeitura petropolitana reconhece que a crise fiscal compromete a manutenção de serviços e investimentos. Apesar de não detalhar números, a gestão afirma que está revendo contratos e avaliando alternativas para garantir os serviços essenciais. Com o decreto de calamidade, o Executivo municipal ganha respaldo jurídico para flexibilizar regras orçamentárias e renegociar dívidas de curto prazo. A medida também deve facilitar a busca por apoio estadual e federal.

Transparência e responsabilidade fiscal

A Prefeitura afirmou, em nota, que o objetivo das medidas é restabelecer o equilíbrio orçamentário e garantir maior transparência na aplicação dos recursos públicos. Uma comissão de acompanhamento da crise deverá ser formada com representantes das secretarias estratégicas e da Controladoria Geral. O decreto tem validade inicial de 180 dias, podendo ser prorrogado, caso a situação das contas não seja estabilizada.

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