Hospital Municipal Raul Sertã em Nova Friburgo também tem problemas com rede elétrica

Sem alvará, Hospital Raul Sertã também possui problemas na rede elétrica

Hospital Maternidade recebeu ordem de interdição pelos mesmos motivos

Na última terça-feira, 18, o Ministério Público do Trabalho (MPT) determinou a interdição total do Hospital Maternidade, em Nova Friburgo. O motivo, segundo o MPT, foi o descumprimento da Prefeitura de Nova Friburgo de um acordo firmado entre as partes na qual o Executivo se comprometeria em realizar melhorias na rede elétrica da unidade. Como as melhorias não foram realizadas, funcionários e pacientes estariam sob risco de um incêndio por não possuir um alvará do Corpo de Bombeiros. Em abril deste ano, o MPT, após diligência ao Hospital Municipal Raul Sertã (HMRS), foi constatado que a unidade também não possui o alvará do Corpo de Bombeiros e firmou um acordo para realizar melhorias na rede elétrica da unidade. A população teme que as melhorias iniciadas pela Prefeitura não consigam atender a necessidade real para a resolução dos problemas identificados nas vistorias do MPRJ, fruto de denúncias de parlamentares friburguenses. Caso uma nova inspeção seja realizada e as melhorias prometidas não tenham sido concluídas, a unidade pode correr risco de sofrer consequências jurídicas. NOVO CANAL PARA DENÚNCIAS em Nova Friburgo e região serrana para compartilhar denúncias, acidentes e flagrantes. ACESSE O LINK: https://chat.whatsapp.com/ERr5AYCO0Nq0g0KXQC21iL

Denúncias

As denúncias promovidas pelos vereadores Priscilla Pitta, Maicon Queiroz e Marcinho Alves levaram ao MPRJ e ao MPT averiguar as seguintes situações
  • Condições precárias da estrutura de enfermarias, Raio-X e CTU;
  • Falta de insumos, medicamentos e equipamentos;
  • Ausência de licenças sanitárias;
  • Leitos não habilitados junto ao MPRJ;
  • Alvará de funcionamento
  • Pleno funcionamento da farmácia

Inspeções

Em 16 de abril, uma equipe técnica da Superintendência de Vigilância Sanitária do Estado realizou uma minuciosa inspeção nas principais dependências e serviços da unidade de saúde. Essa primeira etapa da diligência teve como objetivo avaliar as condições sanitárias e de funcionamento do hospital. Já no dia seguinte, 17 de abril, , foi a vez dos técnicos do Grupo de Apoio Técnico Especializado (GATE/MPRJ), acompanhados pelo promotor de Justiça, realizarem uma vistoria complementar. Durante essa segunda fase da inspeção, foram verificados diversos aspectos relacionados à gestão do hospital, abrangendo desde a administração de pessoal e insumos até a análise de protocolos de atendimento, indicadores de eficiência, triagem de pacientes, condições dos equipamentos e disponibilidade de serviços, entre outros pontos relevantes.

Resposta da Secretaria de Saúde à época

Com o conhecimento das denúncias, a Secretaria de Saúde, respondeu ao MPRJ, no início do ano sobre as seguintes questões
  • Condições estruturais do imóvel: Foi fornecido um cronograma das obras em andamento e previstas, com os respectivos números de processo administrativo, contratos e datas de início e conclusão. Reformas estão sendo realizadas nas enfermarias, em cada andar, no setor de raio-x e na Central de Tratamento de Urgência (CTU). Além disso, estão sendo feitas aquisições de ar-condicionado e exaustores, com a participação de uma empresa contratada.
  • Manutenção de equipamentos médicos hospitalares: Informaram sobre a existência de contrato em vigor, abrangendo todos os setores do hospital, embora tenham enfrentado dificuldades com a prestação de serviços por parte da empresa contratada.
  • Aquisição de insumos, medicamentos e equipamentos médico-hospitalares: Informaram que os processos de aquisição estão regulares, embora o estoque no almoxarifado esteja temporariamente baixo. Medidas estão sendo tomadas para mitigar esses problemas, incluindo o tratamento com a Defensoria Pública para acesso às informações necessárias.
  • Licenças sanitárias inexistentes e/ou pendentes: Foram fornecidos esclarecimentos sobre questões relacionadas às licenças sanitárias, destacando que estão sendo tratadas em processos para fins de resolução.
  • Leitos não habilitados junto ao Ministério da Saúde: Informaram sobre a solicitação de habilitação de mais leitos junto à Secretaria Estadual de Saúde (SES) para fins de regulação e obtenção de verbas do governo federal.
  • Alvará de funcionamento junto ao Corpo de Bombeiros: Informaram sobre a elaboração de projetos e adequações necessárias para obtenção do alvará, destacando que a licitação já está em andamento para a execução do projeto.
  • Funcionamento da farmácia: Abordaram questões relacionadas aos bloqueios constantes enfrentados pelo município, principalmente por ações judiciais, e as medidas para aprimorar o controle e disponibilização de acesso aos órgãos interessados.
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