Evento teria violado regras sobre maus tratos e consumo de bebida alcoólica. Supostas irregularidades teriam acontecido aos olhos da SEBEA
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Denúncias nas redes sociais
A cavalgada realizada no último fim de semana em Nova Friburgo virou alvo de críticas de protetores de animais. Publicações nas redes sociais mostraram fotos e vídeos em que alguns participantes estariam utilizando esporas ao montar os cavalos, prática proibida pela legislação brasileira de proteção animal. Além disso, participantes teriam ainda consumido bebidas alcóolicas durante o trajeto, o que também é proibido por lei. De acordo com a Lei nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais), maus-tratos contra animais configuram crime, incluindo o uso de instrumentos que possam causar dor ou sofrimento desnecessário. O emprego de esporas em eventos equestres, quando provoca lesões ou sofrimento, pode ser enquadrado nessa tipificação legal.Já o consumo de álcool por participantes de cavalgadas pode representar riscos à segurança, podendo ser interpretado como infração em eventos coletivos que envolvem animais e deslocamentos em vias públicas.
Presença da fiscalização e da Sebea
O evento contou com a presença do secretário de Bem-Estar e Proteção Animal de Nova Friburgo, André Luiz de Moraes, e de servidores da Sebea. Segundo a pasta, houve fiscalização durante toda a cavalgada. No entanto, fotos e vídeos do evento não mostram as equipes no momento do trajeto. De acordo com a SEBEA “Costumeiramente, a Sebea acompanha especialmente a concentração da cavalgada, além do trajeto e do retorno. Tendo em vista que é um evento que conta com outras atividades, como shows e apresentações, a Secretaria se faz presente nos momentos de maior sensibilidade com a utilização dos animais.” Em nota publicada nas redes sociais, a secretaria afirmou que o evento “transcorreu dentro das normalidades e de acordo com as diretrizes estabelecidas”.
Críticas de protetores e militantes da causa animal
Apesar da posição oficial, defensores dos animais contestaram a fiscalização. Segundo relatos, “os servidores não se atentaram para as normas de segurança”, permitindo práticas que seriam proibidas. O evento contou ainda com diversos patrocínios e apoiadores. Alguns deles chamaram atenção. Um ex-deputado com um importante cargo no Estado, um vereador de Petrópolis e até mesmo uma academia que teria ligações com um representante da SEBEA estariam na lista de agradecimentos – consta até mesmo a oferta de 1 mês de aulas grátis na academia, por conta do apoio. A SEBEA informou que nenhum membro é proprietário da academia e que não houve patrocínio ou apoio. O fato curioso é que, segundo as fontes do EcoSerrano, denúncias feitas antes da realização do evento teriam sido responsáveis para que as publicações referentes ao apoio da academia ao evento fossem apagadas. No entanto, a imagem foi recuperada pelos protetores e enviada ao portal.Histórico recente de eventos acompanhados pela Sebea
A Secretaria de Bem-Estar e Proteção Animal informou por meio das redes sociais que sua equipe também esteve presente em cavalgadas. O secretário André Luiz de Moraes declarou que “a presença das equipes da Sebea nesses eventos é essencial para assegurar o bem-estar dos animais e promover práticas responsáveis entre os participantes”. Caso seja necessário, o portal publicará o restante das imagens. Foto de capa: Arquivo SEBEAGRUPOS DE WHATSAPP DO ECOSERRANO:
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