Trabalhadores da Construção Civil lutam por relações de trabalho mais sólidas

Reforma Trabalhista causou impacto negativo para trabalhadores da construção civil

Sindicato dos trabalhadores do setor constata grande procura por vínculos formais. Veja os detalhes

A reforma trabalhista, implementada durante o governo Temer, prometia melhorar o cenário do desemprego ao flexibilizar as relações de trabalho. No entanto, muitos trabalhadores que migraram para o trabalho informal, incentivados por essas mudanças, acabaram enfrentando dificuldades e prejuízos financeiros, sem as garantias prometidas. No setor da construção civil em Nova Friburgo, essa situação não foi diferente. Com a falsa ideia de estabilidade e a falta de informações adequadas, muitas empresas do setor incentivaram seus funcionários a se tornarem Microempreendedores Individuais (MEI). Sem pleno conhecimento das implicações, esses trabalhadores só percebiam os problemas quando eram desligados dos serviços, descobrindo que não teriam direito a verbas rescisórias. A prática de pagamento por dia ou semana, comum entre empreiteiros, também contribuiu para uma realidade de salários abaixo do estipulado pelas Convenções Coletivas de Trabalho, gerando insegurança jurídica e precariedade.
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Com o tempo, muitos desses profissionais começaram a buscar a formalização de suas relações de trabalho, principalmente os trabalhadores de baixa renda, que entenderam a importância de ter a carteira assinada e os direitos preservados. Essa busca por formalização resultou em um crescimento significativo de empregos formais no setor da construção civil. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), em junho, pelo sexto mês consecutivo, o setor da construção civil registrou um saldo positivo na geração de empregos com carteira assinada. Foram criadas 21.449 novas vagas, um aumento de 14,61% em relação a maio, quando foram geradas 18.714 vagas, e um crescimento de 3,61% em comparação com junho de 2023, quando 20.701 vagas foram criadas. Com isso, o número de trabalhadores formais na construção civil chegou a 2,929 milhões, evidenciando o impacto significativo do setor na recuperação do mercado de trabalho no Brasil. A expectativa é que esse número continue a crescer, proporcionando mais empregos dignos, com direitos garantidos, e contribuindo para a economia do país. A formalização tem se mostrado um caminho para a recuperação da dignidade do trabalhador e o fortalecimento do setor da construção civil em Nova Friburgo.
Texto enviado pelo Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil 

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