Investigação aponta que um morador chegou a ser torturado. Identidades dos criminosos foram reveladas
Operação em Teresópolis mira traficantes do Comando Vermelho ligados a tortura e tráfico no Complexo PPR
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, por meio do GAECO/MPRJ, deflagrou na manhã desta quinta-feira (22/05) uma operação conjunta com Polícia Civil (110ª DP) e Polícia Militar (30º BPM) para combater o tráfico de drogas no Complexo PPR, em Teresópolis, na Região Serrana do Rio.A ação tem como alvo integrantes da facção Comando Vermelho, apontados como responsáveis por crimes de associação para o tráfico e tortura de moradores da região.
O que motivou a operação?
As investigações conduzidas pelo GAECO, com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), revelaram que traficantes do Comando Vermelho atuavam de forma estruturada nas comunidades do Perpétuo, Pimentel e Rosário — conhecidas como Complexo PPR — impondo o terror à população local.Um dos casos mais graves registrados foi a tortura de um morador em 2021, como retaliação a um suposto furto de uma carga de drogas. Segundo o Ministério Público, a vítima foi submetida a uma sessão de espancamento e violência extrema como forma de “justiça” imposta pela facção.
Mandados de prisão e busca
Ao todo, foram oito mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão, autorizados pelos Juízos da 1ª e da 2ª Vara Criminal da Comarca de Teresópolis. As ações desta quinta foram concentradas principalmente na comunidade do Rosário.Entre os alvos da operação está Carlos Eduardo Santos da Silva, apontado como chefe do tráfico na localidade. O nome dele consta em cinco inquéritos por associação ao tráfico de drogas.Outros três investigados foram denunciados por crimes de tortura e associação criminosa, conforme detalhado pelo GAECO.
Áreas dominadas e impacto
A operação tem como foco uma área considerada estratégica para o tráfico de drogas em Teresópolis. O Complexo PPR, formado por três comunidades, tem sido alvo de diversas ações policiais nos últimos anos por conta do aumento da violência, imposição de toque de recolher e relatos de abusos contra moradores.Segundo o MP, o objetivo é enfraquecer o poder da facção Comando Vermelho na Região Serrana, retirando das ruas os principais articuladores do crime organizado na cidade.