Esquema de fraude em vacinação, que envolve até o ex-presidente Jair Bolsonaro está na mira. Veja os detalhes na matéria
Na manhã desta quinta-feira, 4 de julho, a Polícia Federal (PF) realizou a 2ª fase da Operação Venire, investigando a suposta fraude nos cartões de vacinação da família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2022. Um dos alvos da operação é o secretário estadual de Transportes e ex-prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis (MDB). Reis, é um dos caciques do MDB e grande aliado do prefeito de Nova Friburgo, Johnny Maycon. Johnny, inclusive, costuma frequentar eventos de cunho religioso e até eventos sociais como casamentos na família Reis, mostrando o vínculo próximo entre os dois.
A ação, realizada em cumprimento de mandados de busca e apreensão emitidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), tem como objetivo identificar novos beneficiários do esquema fraudulento. Além de Reis, a secretária de Saúde de Duque de Caxias, Célia Serrano, também está entre os alvos da investigação. A operação destaca o contínuo esforço das autoridades para esclarecer e desmantelar possíveis esquemas de fraude relacionados à vacinação, reforçando o compromisso com a transparência e a legalidade no processo de imunização.
A Operação Venire
A 1ª fase da Operação Venire foi deflagrada pela PF em maio do ano passado. Jair Bolsonaro foi um dos 16 alvos de buscas. Os policiais também prenderam o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid , e outros 5 suspeitos:
o sargento Luis Marcos dos Reis, que era da equipe de Mauro Cid;
o ex-major do Exército Ailton Gonçalves Moraes Barros;
o policial militar Max Guilherme, que atuou na segurança presidencial;
o militar do Exército Sérgio Cordeiro, que também atuava na proteção pessoal de Bolsonaro;
o secretário municipal de Governo de Duque de Caxias (RJ), João Carlos de Sousa Brecha.
O esquema teria adulterado os cartões de vacina:
do então presidente Jair Bolsonaro;
da filha mais nova dele, Laura;
de assessores do então presidente;
do deputado federal Gutemberg Reis (MDB-RJ), irmão do então prefeito de Duque de Caxias.