Homem procurou a unidade após um pico de pressão e afirma que recebeu o material para beber água depois da medicação
Uma situação incomum foi denunciada por uma família após atendimento no Hospital Municipal Raul Sertã, em Nova Friburgo.Segundo o relato, um homem procurou a unidade depois de apresentar um pico de pressão. Durante o atendimento, ele recebeu uma medicação e precisou beber água. Foi nesse momento que, de acordo com a denúncia, um recipiente normalmente utilizado para a coleta de urina e fezes teria sido entregue no lugar de um copo descartável.A justificativa apresentada teria sido a falta de copos plásticos disponíveis na unidade naquele momento.O material, ainda conforme o relato, estava sem uso. Mesmo assim, a situação causou estranhamento e indignação na família, principalmente por se tratar de um recipiente destinado originalmente à coleta de amostras biológicas.
O caso foi comunicado dentro do próprio Hospital Raul Sertã. Até o fechamento desta reportagem, porém, não havia uma resposta oficial sobre o ocorrido.Também não foi esclarecido se houve falta temporária de copos descartáveis, problema no abastecimento de materiais ou alguma orientação interna para situações semelhantes.A reportagem não conseguiu confirmar se esse foi um episódio isolado ou se outros pacientes já receberam recipientes do mesmo tipo para beber água durante o atendimento.O hospital também ainda não informou quais medidas foram adotadas depois da reclamação.
Situação levanta questionamentos
Além do desconforto causado ao paciente, a denúncia levanta dúvidas sobre a disponibilidade de materiais básicos dentro da principal unidade pública de emergência de Nova Friburgo.Embora o recipiente estivesse aparentemente limpo e sem uso, sua finalidade é diferente da de um copo. Em um ambiente hospitalar, a escolha do material entregue ao paciente também interfere na confiança e na percepção de cuidado durante o atendimento.O EcoSerrano mantém o espaço aberto para manifestação da direção do Hospital Raul Sertã e da Prefeitura de Nova Friburgo. Caso uma resposta oficial seja enviada, a reportagem será atualizada.
Pontos fortes da reportagem
O caso chama atenção por envolver um item básico, necessário logo depois da medicação. A ausência de resposta oficial mantém dúvidas sobre a falta de materiais e sobre os procedimentos adotados dentro da unidade. Outro ponto importante é a cautela: até agora, existe uma denúncia, mas ainda não há confirmação de que a prática seja recorrente.