Mulher sai do Rio de Janeiro é roubada, estuprada, enforcada e queimada

Crime aconteceu no Amazonas. Casal confessou crime brutal. Friburguenses farão protesto nesta sexta-feira

Julieta Hernandez, venezuelana, palhaça e ciclista, foi brutalmente assassinada no município de Presidente Figueiredo,  AM. A vítima saiu do Rio de Janeiro com o objetivo de retornar ao seu país de origem e visitar a família. Os amigos, com que sempre mantinha contato, desconfiaram que algo poderia ter acontecido com a artista quando deixcaram de receber notícias após a meia noite de 23 de dezembro. Segundo a polícia civil, Julieta foi roubada, estuprada e teve o corpo queimado antes de ser morta no interior do Amazonas. Toda a brutalidade foi cometida por Thiago Agles da Silva e de Deliomara dos Anjos Santos, que confessaram o crime e tiveram a prisão preventiva decretada pela justiça. O casal vivia de favor no refúgio onde Julieta se hospedou. Thiago e Deliomara devem responder por latrocínio, estupro e ocultação de cadáver, segundo o delegado responsável pelo caso.

Como o crime aconteceu?

O relato a seguir é detalhado pela polícia civil após o confronto de depoimentos do casal: A vítima estava dormindo em uma rede na varanda do local, quando Thiago pegou uma faca e foi até ela para roubar seu aparelho celular. Eles entraram em luta corporal, ele a enforcou, a jogou no chão e pediu que Deliomara amarrasse os pés dela. Em seguida, ele a arrastou para dentro da casa, pediu que a esposa apagasse as luzes e passou a abusar sexualmente da vítima”, detalhou o delegado. Após a mulher do suspeito presenciar o fato, jogou álcool em ambos e ateou fogo. Thiago conseguiu apagar o fogo com um pano molhado e foi até uma unidade hospitalar receber atendimentos médicos. Já Deliomara enforcou Julieta com uma corda e a enterrou no quintal. O corpo de Julieta foi encontrado na sexta-feira, 5, enterrado em uma área de mata de Presidente Figueiredo. A polícia precisou solicitar apoio dos Bombeiros com os cães farejadores que deram apoio às buscas e localizou o cadáver em uma cova no quintal do refúgio, além de outros pertences da vítima. A identificação do corpo foi realizada por meio do procedimento de necropapiloscopia, pelo Instituto de Identificação Aderson Conceição de Melo (IIACM) com apoio da equipe técnica do Instituto Médico Legal do Amazonas (IML).

Protesto em Nova Friburgo

“O assassinato brutal de Julieta trouxe de volta as dores pelos crimes cometidos contra milhares de mulheres que, só por serem mulheres livres, despertaram o ódio de muitos homens”, publicou o coletivo Pedal Feminino de Lumiar. Por esta razão, haverá um protesto contra a morte de Julieta, além de assassinatos ocorridos em Nova Friburgo.  “Gostaríamos de convidar a todos para um ato de Paz e Homenagem a Julieta e às mulheres que foram vítimas da crueldade do machismo. Por Julieta, por Daniela, por Alessandra,  por Natali, por Nahaty, por Yasminni. Nossa cidade é uma das que mais mata mulheres no país”, convidou o grupo.  O protesto acontece nesta sexta-feira, 12, às 18h, Coreto da Praça de São Pedro da Serra. “Estaremos com nossas bikes, de nariz vermelho e rosto pintado como Julieta. Que possamos fazer uma bonita homenagem a esta alegre cicloviajante”, finalizou o grupo Pedal Feminino de Lumiar. A reprodução deste conteúdo em parte ou em sua totalidade, sem prévia autorização do EcoSerrano, pode acarretar em violação dos direitos autorais e resultar em uma ação judicial.

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