Vídeo mostra dois exemplares de espécie única do Brasil procurando alimentos. Veja as imagens que chamaram atenção
Esta semana, um leitor do portal EcoSerrano registrou um avistamento raro de dois guaxinins do tipo mão-pelada (Procyon cancrivorus) no bairro do Recreio, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Este é o único tipo de guaxinim encontrado no Brasil. Ele é selvagem, mas não é feroz. Os animais foram vistos procurando comida em meio a um lixo, chamando a atenção pela sua presença inusitada em uma área urbana.
Os guaxinins são facilmente reconhecíveis pela sua plumagem volumosa, rabo listrado e a característica máscara preta ao redor dos olhos. A espécie mão-pelada, de porte médio, é comum em todos os domínios naturais brasileiros, mas é pouco conhecida pelo público. De acordo com a bióloga Carolina Carvalho Cheida, que estudou a espécie no Pantanal em parceria com a Embrapa, observar esses animais na natureza é um desafio, tornando cada avistamento algo especial.
Descrição Física:
Tamanho: Corpo de 40 a 100 cm e cauda de 20 a 42 cm.Peso: Entre 3 a 7 kg, com machos maiores que fêmeas.Aparência: Cabeça grande, orelhas pequenas e pontiagudas, focinho curto, e patas traseiras mais desenvolvidas.Pelagem: Densa, variando de marrom-escura a grisalha. As patas são negras e a cauda possui vários anéis escuros.Habitat e Comportamento: Os guaxinins mão-pelada habitam uma variedade de ecossistemas brasileiros, incluindo a Amazônia, Pantanal, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica e Campos Sulinos. São animais onívoros e têm uma gestação que dura de 60 a 73 dias, resultando em uma média de três filhotes por ninhada.Esses animais são predominantemente noturnos e possuem hábitos solitários, sendo encontrados em pares apenas quando uma mãe está acompanhada de seu filhote. Curiosamente, eles têm o hábito de lavar sua alimentação antes de consumi-la, um comportamento que chama atenção.
Conservação
Apesar de serem comuns em várias regiões, os guaxinins mão-pelada não estão ameaçados de extinção, segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA). No entanto, sua presença em áreas urbanas como o Recreio levanta questões sobre o impacto da urbanização em seus habitats naturais. Este avistamento em uma área urbana do Rio de Janeiro serve como um lembrete da rica biodiversidade do Brasil e da importância de medidas de conservação para proteger essas espécies, especialmente em um contexto de crescente urbanização e mudanças climáticas.