Foi preso na manhã desta segunda-feira o ex-bombeiro Maxwell Simões Corrêa que seria o motorista do carro usado pelos assassinos. Delação premiada de outro suspeito confirmou envolvimento no crime
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) em conjunto com a Polícia Federal, na manhã desta segunda-feira, 24, deflagrou a Operação Élpis, em investigação que apura os homicídios da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Foram cumpridos um mandado de prisão preventiva, em face do ex-bombeiro Maxwell Simões Corrêa, e sete mandados de busca e apreensão.O MPRJ dispõe de uma força-tarefa dedicada a identificar o mandante do assassinato de Marielle e Anderson, integrada por sete promotores de Justiça. A FT-MA foi nomeada pelo procurador-geral de Justiça, Luciano Mattos, que estabeleceu prioridade ao caso. As apurações também contam com auxílio do Ministério da Justiça e da Polícia Federal. A parceria foi firmada após encontro realizado entre o PGJ, Luciano Mattos, e o ministro da Justiça, Flávio Dino, em fevereiro deste ano, com objetivo de fortalecer as investigações.Em entrevista coletiva realizada na sede da PF, na Praça Mauá, o promotor de Justiça Fabio Corrêa, coordenador do Gaeco/MPRJ; os promotores Eduardo Morais Martins e Paulo Rabha de Mattos, integrantes da Força-Tarefa, o superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, Leandro Almada, e os delegados da PF Jaime Cândido e Guilhermo Catramby falaram sobre as investigações. O ex-PM Élcio de Queiroz firmou delação premiada com a PF e com o MPRJ, ocasião em que deu detalhes do atentado. Ele segue preso desde 2019, assim como o ex-policial reformado Ronnie Lessa, denunciados pelo MPRJ como executores. Os dois serão julgados pelo Tribunal do Júri pelo crime. Em sua delação, Élcio apontou a participação de Maxwell Simões Corrêa, confessou que dirigiu o carro usado no ataque e confirmou que Ronnie Lessa fez os disparos. Na decisão do juízo da 4ª Vara Criminal da Capital, que determinou a prisão do ex-bombeiro, é citada a sua ligação com Ronnie Lessa. Maxwell teria ajudado a monitorar os passos de Marielle e participado, um dia após o crime, da troca de placas do veículo Cobalt, usado no assassinato, se desfeito das cápsulas e munições usadas, assim como providenciado o posterior desmanche do carro. “Segundo o delator, Maxwell participou da manutenção e guarda do carro, da vigilância da vereadora e, após o crime, auxiliou os executores a trocar as placas do veículo, a contactar a pessoa responsável a se desfazer do carro. Ele também auxiliava na defesa dos acusados, fora outras questões, como o auxílio a se desfazer das armas. Isso demonstra que, em liberdade, ele continuaria a se desfazer de provas. Foi o que constou no pedido acolhido pelo Judiciário”, informou o promotor de Justiça Eduardo Martins ao detalhar os motivos do pedido de prisão. “O colaborador, diante das provas apresentadas, permanece preso dada a robustez das provas que, até o momento, foram colhidas”, complementou o coordenador do GAECO/MPRJ, Fábio Corrêa. A reprodução deste conteúdo em parte ou em sua totalidade, sem prévia autorização do EcoSerrano, pode acarretar em violação dos direitos autorais e resultar em uma ação judicial.Redes Sociais do EcoSerranoTelegramGrupo de Whatsapp 3Grupo de Whatsapp 2 Grupo de Whatsapp 1 Instagram: @ecoserranoFacebook: @ecoserranooTwitter: @serrano_ecoYoutube: EcoSerrano