Cometa raro, com passagem pela Terra a cada 70 anos, foi fotografado em Nova Friburgo. Veja as fotos
Após atrair a atenção dos astrônomos com uma série de explosões de brilho nos últimos meses, o Cometa 12/Pons-Brooks finalmente faz sua aparição em grande estilo. Este corpo celeste, descoberto no século XIX, tem despertado o interesse de astrofotógrafos ao redor do mundo, mas foi em Nova Friburgo que o fotógrafo Pedro Bessa conseguiu capturar uma imagem única deste fenômeno cósmico.O Cometa 12/Pons-Brooks está de volta após uma longa jornada pelos confins do Sistema Solar, com uma viagem que durou mais de 70 anos. Com uma extensão de 34 quilômetros, este cometa é essencialmente uma pedra de gelo composta por água e gases congelados. Suas explosões de brilho são resultado de atividades criovulcânicas em sua superfície, onde o aquecimento do Sol faz com que o gás em seu interior sublimar, aumentando a pressão interna sobre a crosta.
O Espetáculo Cósmico: Explosões de Brilho e Mistério
Em 1954, durante sua última passagem pelo Sistema Solar Interior, o Cometa 12/Pons-Brooks surpreendeu a todos com uma explosão que aumentou seu brilho em cerca de 100 vezes. No ano passado, uma nova explosão lançou milhões de toneladas de poeira e gelo no espaço, ampliando sua coma para mais de 600 mil quilômetros e rendendo-lhe o apelido de “Cometa do Diabo” devido à sua aparência sinistra.
Imagem Rara Capturada em Nova Friburgo
No dia 13 de abril, o fotógrafo friburguense Pedro Bessa alcançou um feito notável ao capturar uma imagem rara do Cometa 12/Pons-Brooks. Enfrentando os desafios impostos pela luminosidade próxima ao Sol, Bessa dedicou horas de esforço e edição especializada para obter um registro detalhado do cometa. Sua imagem, que também revela Júpiter e suas luas, destaca-se como um testemunho da beleza e mistério do cosmos, trazendo um pedaço do espaço para os céus de Nova Friburgo.“Fazer essa foto não foi fácil. O cometa está muito próximo do sol e a luminosidade dificulta muito sua observação e registro. Depois de vários dias de tentativas frustradas, finalmente ele apareceu na foto. Foram 5 horas de edição, com softwares especializados para conseguir obter o máximo de detalhes possível. No fim, valeu a pena o esforço.Nas imagens mais abertas dá pra ver ainda Júpiter e suas luas na direita da imagem”, descreveu Bessa.A reprodução deste conteúdo em parte ou em sua totalidade, sem prévia autorização doEcoSerrano, pode acarretar em violação dos direitos autorais e resultar em uma ação judicial.