Vídeo com as agressões foi divulgado nesta sexta-feira. Cenas são fortes
Nesta sexta-feira (08), durante coletiva de imprensa, o delegado Carlos Augusto, titular da 146ª Delegacia de Polícia de Guarus, apresentou novos detalhes sobre o trágico caso de Eliana Tavares, de 58 anos, morta ao ser atropelada pelo próprio filho, Carlos Eduardo de Aquino, estudante de medicina de 32 anos. A investigação, que repercutiu fortemente em Campos dos Goytacazes, trouxe à tona o histórico de agressões e conflitos familiares que culminaram no homicídio.O delegado Carlos Augusto compartilhou imagens e vídeos que mostram momentos de violência física entre mãe e filho. Em uma das gravações, Carlos Eduardo aparece gritando e desferindo socos contra Eliana. Segundo as autoridades, a motivação da agressão teria sido um desentendimento por R$ 5,00. Esse episódio violento não foi um caso isolado; as investigações revelaram que as brigas entre os dois eram recorrentes, com registros de queixas anteriores na delegacia.A exposição pública dos vídeos e detalhes sobre o relacionamento conturbado entre mãe e filho tem gerado uma grande repercussão, provocando reações de comoção e indignação na comunidade. Carlos Eduardo, agora preso, será indiciado por homicídio, com a possibilidade de agravantes devido ao histórico de violência doméstica.O caso levanta discussões sobre a necessidade de mecanismos de proteção para vítimas de violência doméstica, mesmo em relações familiares próximas e consideradas difíceis de prever, como entre mãe e filho. Para as autoridades, o episódio destaca a importância de se buscar ajuda quando os conflitos familiares ultrapassam os limites da convivência pacífica e se tornam abusivos.