Ação da fiscalização encontra estragados, falta de registro sanitário e aplica multa pesada
Uma operação da Secretaria Municipal de Ordem Pública do Rio de Janeiro e do Instituto Municipal de Vigilância Sanitária do Rio de Janeiro interdita uma fábrica no bairro Andaraí, na Zona Norte, e inutiliza cerca de 700 quilos de alimentos. A fiscalização aponta risco sanitário e determina a suspensão imediata da distribuição dos produtos.
Nesta terça-feira, 17 de março de 2026, por volta das 10h, agentes da Secretaria Municipal de Ordem Pública do Rio de Janeiro e do Instituto Municipal de Vigilância Sanitária do Rio de Janeiro realizaram uma operação na Rua Ferreira Pontes, em Andaraí, na Zona Norte do Rio de Janeiro, onde uma fábrica clandestina de espetinhos de churrasco foi interditada por ausência de autorização sanitária para produção de alimentos de origem animal.
Segundo informação oficial da Prefeitura, o estabelecimento apresentava condições inadequadas de higiene, mantinha alimentos vencidos em estoque e teve a distribuição imediatamente suspensa por determinação administrativa.
Fiscalização encontrou alimentos vencidos e estrutura inadequada para produção: Durante a inspeção, aproximadamente 700 quilos de alimentos foram inutilizados pelos fiscais por estarem impróprios para consumo ou fora do prazo de validade. Entre os produtos produzidos no local estavam espetos de carne, linguiça, kafta, queijo coalho, salsichão e frango com bacon, itens distribuídos para diferentes pontos comerciais da cidade. De acordo com o relatório inicial da ação, a fábrica também realizava venda direta ao público no período noturno em frente ao próprio imóvel.
Multa de R$ 12 mil foi aplicada ao estabelecimento: A equipe municipal aplicou multa de R$ 12 mil ao estabelecimento conhecido comercialmente como Espetinho Gaúcho, valor fixado com base nas infrações sanitárias identificadas no local. A operação mobilizou 20 fiscais, número superior ao usado em fiscalizações comuns, o que indica o grau de preocupação com o volume de alimentos manipulados.
Investigação começou após apreensão de embalagens na orla do Rio: Segundo nota municipal, a origem da investigação surgiu durante fiscalizações da Operação Verão, quando agentes encontraram embalagens dos produtos na orla carioca. A partir dessa identificação, o endereço passou a ser monitorado até a execução da interdição. Esse tipo de rastreamento já foi utilizado em ações anteriores contra estabelecimentos irregulares na cidade, especialmente em casos envolvendo cadeia informal de alimentos perecíveis.
Ausência de registro para produtos de origem animal agrava infração sanitária: A legislação sanitária exige autorização específica para fabricação de produtos de origem animal, com controle rígido de temperatura, armazenamento e rastreabilidade. Sem esse registro, o risco sanitário é considerado elevado porque não há garantia de inspeção permanente.
Consumidores devem observar origem e condições do alimento comprado: A recomendação para consumidores é verificar procedência, embalagem, validade e condições de conservação antes da compra, especialmente em produtos vendidos em pontos ambulantes. Casos semelhantes já levaram à apreensão de alimentos em outras regiões da capital nos últimos meses.
Atualizado às 10h48 — até o momento, a Prefeitura mantém a suspensão total das atividades do local e não informou prazo para eventual regularização.
Perguntas sobre a operação no Andaraí
Por que a fábrica foi interditada? Porque não possuía registro sanitário para alimentos de origem animal e apresentava falhas graves de higiene.
Quantos alimentos foram descartados? Cerca de 700 quilos de produtos foram inutilizados.
A venda já estava ocorrendo normalmente? Sim. Havia distribuição para vários pontos da cidade e venda direta no local.