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Felino ameaçado é registrado em unidade de conservação de Nova Friburgo
Um registro raro e impressionante do gato-maracajá (Leopardus wiedii) foi feito recentemente em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio de Janeiro. O flagrante foi obtido por meio de armadilhas fotográficas do Projeto Aventura Animal, instaladas na Unidade de Conservação REVISA, no distrito de Amparo.A espécie, também conhecida como gato-da-mata, gato-peludo ou maracajá-peludo, é considerada vulnerável na lista nacional do ICMBio e classificada como “quase ameaçada” pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
Características e hábitos do gato-maracajá
Com corpo esguio, pelagem dourada manchada e uma longa cauda que auxilia no equilíbrio, o gato-maracajá é um felino nativo da América Central e América do Sul. É um dos felinos mais arborícolas das Américas, deslocando-se com agilidade impressionante entre as copas das árvores.De hábitos solitários e noturnos, ele vive principalmente em florestas tropicais úmidas e secas, desempenhando um papel importante no equilíbrio ecológico ao controlar populações de pequenos animais.
O que significa o registro para a fauna local
De acordo com pesquisadores envolvidos no monitoramento, a presença do gato-maracajá em plena unidade de conservação reforça a relevância das áreas protegidas para a manutenção da biodiversidade.“Flagrantes como esse mostram que, mesmo em regiões onde a pressão humana é intensa, espécies raras ainda encontram refúgio. É fundamental manter e ampliar esses espaços de preservação”, afirmou um integrante do Projeto Aventura Animal.
Ameaças e conservação
O gato-maracajá enfrenta riscos como perda de habitat, atropelamentos, caça ilegal e fragmentação das florestas. O registro em Nova Friburgo é um indicativo de que as ações de monitoramento e preservação ainda podem garantir a sobrevivência da espécie na região.Moradores e visitantes são orientados a evitar interferências no habitat e a comunicar avistamentos às autoridades ambientais.