Esta semana veio à tona, por meio da Vereadora Priscilla Pitta, o caso de uma senhora que faleceu, suspeitando-se de negligência médica, no Hospital Municipal Raul Sertã. A denúncia foi feita pela vereadora durante a sessão legislativa da última quinta-feira, dia 14. A parlamentar teve conhecimento do caso após receber um áudio da neta da vítima relatando o ocorrido. O EcoSerrano conseguiu, de forma exclusiva, autorização da família.
Segundo a denúncia feita pela parlamentar, a família, com indignação, afirmou que a senhora fraturou a perna após uma queda. A paciente foi admitida no HMRS e lá teria contraído uma infecção hospitalar e veio a falecer. A família declara que buscará justiça e atribui culpa à Saúde municipal pela negligência no atendimento à senhora.
“Olha, Priscila, com todo o respeito, entendeu, aos profissionais do hospital, mas a minha avó morreu por negligência. Eu tô saindo de casa agora pra enterrar o corpo da minha avó. Minha avó entrou pra fazer porcaria de uma cirurgia, minha avó ficou com quadros de pneumonia e infecção urinária. Medicavam a minha avó, minha avó passava mal, pediu remédio pra enjoo e foi muito mal assistida. A população tem que cobrar sempre, porque tá cada vez pior, eu sei que tá tendo uma demanda em todos os hospitais, não só no Raul, mas se não botar a boca no trombone, cada dia vai ser uma pessoa morrendo nesse hospital.”, relatou a neta da vítima para a vereadora.
Em um segundo áudio, a neta afirma que irá conversar com as tias e se compromete a buscar justiça: “Eu vou enterrar minha avó e vou falar com as filhas dela, porque não pode ficar assim, não. Eu nunca vi um hospital não dar preferência para uma senhora de 93 anos que entrou para operar o colo do fêmur e saiu morta por negligência médica. Por maus cuidados dentro de um hospital, que era para ser um dos melhores, por ser o único público dessa idade.”
O que diz a Prefeitura?
Em resposta ao EcoSerrano, a Secretaria de Saúde informou que não foi oficialmente notificada do ocorrido e destaca que, de acordo com o artigo 26 da Lei Geral de Proteção de Dados, não pode compartilhar informações de seus pacientes com terceiros. Contudo, a Prefeitura se coloca à disposição da família para tomar ciência do caso e investigar quaisquer possíveis falhas no serviço.
Atualização: após a veiculação da reportagem, a família pediu para retirar o áudio do ar.