Ricardo Jucá em foto de perfil, possivelmente antes dos crimes.

Ele alegou surto, matou esposa grávida, sogros e será julgado nesta terça, em Nova Friburgo

Crime é um dos mais chocantes dos últimos anos e gerou grande repercussão; Detalhes pode fazer grande diferença no julgamento

O ex-tabelião Ricardo Jucá começou a ser julgado em Nova Friburgo por um triplo homicídio ocorrido em 2021. O caso envolve a morte da esposa grávida e dos sogros. O Tribunal do Júri decidirá o destino do acusado, que segue preso em Bangu 8.

Contexto do caso em Nova Friburgo

O julgamento de Ricardo Pinheiro Jucá Vasconcelos teve início nesta terça-feira (9), na 1ª Vara Criminal de Nova Friburgo. Ele é acusado de matar a esposa grávida, Nahaty Gomes Mello, de 33 anos, e os sogros, Wellington Gomes Mello, 75, e Rosemary Gomes, 67, em agosto de 2021, no bairro Cônego. As informações do processo indicam que Nahaty estava no sexto mês de gestação no momento do crime, o que acrescenta a qualificadora de aborto provocado.

Como será o julgamento

A sessão é conduzida pela juíza Simone Dalila Nacif Lopes e deve se estender até quarta-feira (10). Sete jurados compõem o conselho de sentença, responsáveis por decidir se Ricardo é culpado ou inocente. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro atua na acusação e apresentará provas, testemunhos e sustentações orais. Os assistentes de acusação também participam, conforme previsto pelo Tribunal do Júri.

Situação atual do acusado

Ricardo Jucá segue preso na Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira, em Bangu 8, no complexo de Gericinó, Zona Oeste do Rio. Ele já teve uma defesa que apresentou laudo psiquiátrico, mas, conforme decisão do Tribunal de Justiça, a tese de surto psicótico foi rejeitada. As qualificadoras de triplo homicídio qualificado e aborto foram mantidas. Atualmente, a Defensoria Pública é responsável pela defesa no plenário do júri.

O que diz a investigação

As investigações indicam que Ricardo teria atirado primeiro contra a esposa. Rosemary morreu no local. Wellington chegou a ser socorrido, mas não resistiu e morreu em 1º de setembro de 2021. O caso mobilizou a cidade e ganhou repercussão em todo o estado pela gravidade. A expectativa é que o julgamento reúna depoimentos de testemunhas e análises técnicas que nortearão a decisão dos jurados.

Participe: opinião sobre segurança pública

  1. Você acredita que os julgamentos do Tribunal do Júri deveriam ser mais rápidos?
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  3. O que mais deveria ser explicado para o público em reportagens sobre julgamentos?

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