Mãos segurando um copo com água e comprimidos brancos, contexto de recolhimento de medicamento.

ANVISA determina recolhimento de uma dos medicamentos mais usados no Brasil, entre outros produtos

Estão na lista de proibição suplementos e cosméticos irregulares no Brasil. Veja a lista completa na matéria

A Anvisa determinou o recolhimento e a proibição de medicamentos, suplementos e cosméticos após identificar falhas nas boas práticas de fabricação, ausência de registro e origem desconhecida. As medidas atingem produtos amplamente comercializados e valem em todo o país.

Recolhimento de medicamento com codeína

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, na terça-feira (9/12), o recolhimento de diversos lotes do medicamento Paracetamol + Fosfato de Codeína, fabricado pela Geolab Indústria Farmacêutica S/A. Segundo informações da própria empresa, o recolhimento é voluntário, iniciado após a identificação de irregularidades no produto durante controles internos. Os lotes apresentaram variação na quantidade de codeína entre 1,9% e 2,66%, em desacordo com os parâmetros definidos pelas boas práticas de fabricação.

Lotes e apresentações atingidas

A determinação da Anvisa envolve os seguintes produtos, todos com lotes fabricados a partir de 28 de janeiro de 2025: Paracetamol + Fosfato de Codeína – 500 mg + 7,5 mg (caixas com 12 e 24 comprimidos). Paracetamol + Fosfato de Codeína – 500 mg + 7,5 mg (embalagens hospitalares com 96 e 480 comprimidos). Paracetamol + Fosfato de Codeína – 500 mg + 30 mg (caixas com 12, 24 e 36 comprimidos). Paracetamol + Fosfato de Codeína – 500 mg + 30 mg (embalagens hospitalares com 96 e 480 comprimidos). A agência orienta que consumidores e estabelecimentos de saúde suspendam o uso e sigam os procedimentos de devolução.

Suplementos da Capsul Brasil são suspensos

Outra ação de fiscalização resultou no recolhimento de todos os suplementos fabricados pela Capsul Brasil Indústria e Comércio S.A. até 5 de novembro de 2025. A medida, publicada em 12/12/2025, também suspende a comercialização, distribuição, fabricação, divulgação e consumo dos produtos da empresa. As irregularidades foram identificadas durante inspeções realizadas pela Vigilância Sanitária de Minas Gerais e pela Vigilância Sanitária de Divinópolis.

Problemas encontrados na fiscalização

Conforme informado pela Anvisa, as infrações incluem falhas graves em: Estudos de estabilidade e controle de qualidade. Programa de Controle de Alergênicos. Controle da qualidade da água usada na produção de suplementos líquidos. Rótulos e propagandas com alegação terapêutica e medicamentosa, o que é vedado para suplementos. A determinação passou a valer oficialmente em 4 de dezembro de 2025.

Suplemento Timeline Mitopure é proibido

Na sexta-feira (12/12), a Anvisa determinou a apreensão do suplemento Timeline Mitopure, proibindo sua fabricação, importação, comercialização, distribuição e consumo. Segundo a agência, o produto é de origem desconhecida e estava sendo anunciado e vendido sem qualquer tipo de registro, notificação ou cadastro junto ao órgão regulador. A ausência de regularização configura infração sanitária grave, conforme as normas vigentes.

Cosméticos irregulares também entram na lista

Na quinta-feira (11/12), a Anvisa determinou o recolhimento da Deo Colônia Amantikir, fabricada pela Aon Indústria de Cosméticos Naturais Ltda. O produto foi apenas notificado à agência, quando deveria ter registro obrigatório, exigido para cosméticos classificados como de maior risco. A decisão suspende a produção, comercialização, distribuição, divulgação e uso do cosmético.

Maquiagem capilar de origem desconhecida

A fiscalização também atingiu a Maquiagem Capilar Mavi Pang Pang Hair Shadow, cuja origem não foi comprovada. O cosmético está proibido de ser fabricado, comercializado, distribuído, divulgado e utilizado, por estar sendo vendido sem registro sanitário.

Posicionamento das empresas

Até o momento, as empresas citadas não emitiram esclarecimentos públicos sobre as determinações da Anvisa. O espaço segue aberto para manifestações.

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Você costuma verificar se medicamentos e suplementos têm registro na Anvisa antes de comprar? Já deixou de consumir algum produto após alertas sanitários? Acha que a fiscalização deveria ser mais rigorosa no comércio online?

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