Pedido de investigação será protocolado nesta quinta, afirma vereador
A crise da Previdência dos servidores municipais de Nova Friburgo entrou em uma nova fase. O vereador Marcos Marins informou que deu entrada em um pedido de CPI para investigar o que ele chama de “colapso da Previdência” no município. O alvo político direto é o governo do prefeito Johnny Maycon.A iniciativa coloca a Prefeitura novamente sob pressão em um tema que atinge servidores ativos, aposentados e pensionistas. Mais do que uma disputa entre prefeito e vereador, a discussão envolve dinheiro público, repasses previdenciários, equilíbrio das contas municipais e a capacidade do governo de explicar como tem tratado uma das áreas mais sensíveis da administração.No texto divulgado nas redes sociais, Marins afirmou que cobra respostas há cerca de um ano e meio sobre o uso dos recursos públicos em Nova Friburgo. Ele também citou outros pontos que, segundo ele, continuam sem explicação, como a reforma da cozinha do Hospital Municipal Raul Sertã, o contrato com a RioCard, suspeitas envolvendo medicamentos e verbas da Saúde, além do contrato da EBMA.Apesar das outras cobranças, o centro do novo movimento político é a Previdência. Se o pedido avançar, a Câmara poderá abrir uma frente formal de investigação sobre repasses, dívidas, decisões administrativas e eventuais responsabilidades dentro do governo municipal.
Uma Comissão Parlamentar de Inquérito não condena ninguém. A função de uma CPI é investigar fatos determinados, reunir documentos, ouvir pessoas, buscar explicações e produzir um relatório ao fim dos trabalhos.Na prática, uma CPI da Previdência poderia obrigar o debate a sair das redes sociais e das falas em plenário para uma apuração com documentos, depoimentos e registros oficiais. Também poderia colocar secretários, gestores e representantes do governo diante de perguntas públicas sobre a situação do fundo previdenciário.Para os servidores, esse é o ponto mais concreto. A Previdência municipal não é um assunto distante. Ela tem relação direta com aposentadorias, pensões, planejamento de longo prazo e segurança financeira de quem depende, ou ainda vai depender, desse sistema.Quando surgem dúvidas sobre repasses, dívidas ou sustentabilidade do fundo, a preocupação chega à rotina de quem trabalha para o município e de quem já se aposentou depois de anos de serviço público.
Marcos Marins eleva o tom contra o prefeito
Na publicação, Marcos Marins afirmou que o prefeito estaria “desesperado” por causa do pedido de CPI. Também disse que é atacado por fiscalizar a gestão e por não se curvar ao governo.O vereador ainda afirmou ter “ficha limpa”, “zero processos” e contas aprovadas. Segundo ele, as perguntas feitas não são apenas dele, mas de moradores que querem saber para onde vai o dinheiro público de Nova Friburgo.As declarações fazem parte de um embate político que vem ficando mais duro. Marins tem usado as redes sociais e a tribuna da Câmara para cobrar explicações da Prefeitura. Do outro lado, o governo Johnny Maycon tem sido alvo de críticas sobre áreas como Saúde, contratos públicos e Previdência.
Câmara terá que decidir se investiga ou não
O protocolo do pedido não significa abertura automática da CPI. Para que a comissão seja instalada, o requerimento precisa seguir as regras internas da Câmara Municipal, incluindo os requisitos regimentais necessários.Esse será o próximo teste político. A oposição pode tentar transformar a cobrança em investigação formal. Já a base do governo terá que decidir se apoia, tenta barrar ou busca reduzir o alcance da comissão.Se a CPI avançar, Johnny Maycon enfrentará uma nova fase de desgaste político em seu segundo mandato. Se não avançar, a oposição deve usar a falta de apoio como argumento para dizer que a Câmara evitou investigar a Previdência.Em qualquer um dos caminhos, o tema dificilmente sairá da pauta.
Acusações ainda precisam ser comprovadas
Até o fechamento desta reportagem, o material analisado pelo Portal EcoSerrano traz a manifestação pública do vereador Marcos Marins. As acusações citadas por ele devem ser tratadas como alegações políticas e pedidos de investigação, não como conclusões definitivas.O espaço segue aberto para manifestação da Prefeitura de Nova Friburgo, do prefeito Johnny Maycon e dos demais citados.