Acúmulo de lixo na rua, com caixas de papelão, sacos plásticos e um tambor azul.

Câmara parte para ofensiva contra Prefeitura de Friburgo após críticas à limpeza urbana de R$ 1,6 bilhão

Requerimento aprovado por unanimidade pressiona governo e escancara críticas à execução do serviço de limpeza urbana no município

A Câmara de Nova Friburgo aprovou por unanimidade um requerimento que cobra explicações da Prefeitura sobre falhas na limpeza urbana. O contrato com a EBMA, avaliado em cerca de R$ 1,6 bilhão, virou alvo de questionamentos de vereadores.

Requerimento unânime pressiona Prefeitura e expõe falhas na limpeza urbana

A Câmara Municipal de Nova Friburgo aprovou por unanimidade um requerimento de informação que coloca sob pressão a Prefeitura e a execução do contrato de limpeza urbana firmado com a empresa EBMA.

O documento pede explicações detalhadas sobre a prestação do serviço de capina, varrição e coleta de lixo no município.

O movimento ocorre em meio a críticas crescentes sobre a qualidade da limpeza urbana em diferentes bairros da cidade.

Contrato de R$ 1,6 bilhão entra no centro das críticas

O contrato de concessão da limpeza urbana, avaliado em aproximadamente R$ 1,6 bilhão, passou a ser questionado por vereadores após relatos de falhas na execução do serviço.

Segundo parlamentares, há bairros com acúmulo de lixo, mato alto e serviços considerados insuficientes.

Durante a sessão, o tema ganhou força com críticas diretas à operação da empresa responsável.

Câmara aponta inconsistências na execução do serviço

Entre os pontos levantados pelos vereadores estão dúvidas sobre fiscalização, capacidade operacional da empresa e cumprimento das metas previstas em contrato.

O requerimento aprovado solicita documentos, relatórios de fiscalização, registros de medição e informações sobre possíveis penalidades aplicadas.

O objetivo é entender como está sendo feita a validação dos serviços pagos pela Prefeitura.

Falta de estrutura e questionamentos sobre operação

Durante debates públicos recentes, vereadores relataram que a própria empresa teria reconhecido dificuldades operacionais para cumprir todas as demandas.

Também foi citado que mutirões de limpeza realizados pela Prefeitura estariam sendo utilizados para suprir falhas da concessão.

Para parte dos parlamentares, esse cenário levanta dúvidas sobre a eficiência do modelo adotado.

Divergências sobre fiscalização e execução do contrato

Outro ponto de debate envolve a divisão de responsabilidades entre Prefeitura, fiscais do contrato e empresa responsável.

Vereadores apontam que a fiscalização pode não estar acompanhando de forma adequada a execução diária dos serviços.

O tema gerou questionamentos sobre controle, monitoramento e efetividade dos mecanismos previstos no contrato.

O que diz a EBMA

Em nota, a EBMA afirmou que cumpre rigorosamente o contrato e que a programação dos serviços é realizada em conjunto com a Subsecretaria de Serviços Concedidos e a Secretaria de Serviços e Equipamentos Públicos.

A empresa destacou ainda que segue as prioridades definidas pela Prefeitura na execução das atividades de limpeza urbana.

Um contrato sob pressão política

A aprovação unânime do requerimento chama atenção pelo alinhamento entre vereadores da base e da oposição na cobrança por explicações.

O movimento ocorre em um contexto de críticas públicas sobre a limpeza urbana e aumenta a pressão sobre a gestão municipal em ano de forte movimentação política.

Sobre o Requerimento de Informação

  • O que a Câmara quer saber sobre a limpeza urbana? A Câmara Municipal busca informações detalhadas sobre a execução do contrato de limpeza urbana, incluindo fiscalização, pagamentos e desempenho da empresa responsável.

  • O contrato da EBMA está sendo cumprido? Segundo vereadores, há indícios de falhas na execução, mas a Prefeitura ainda precisa apresentar os documentos solicitados para esclarecimento.

  • Por que o tema ganhou força política? Porque envolve alto valor contratual, críticas à limpeza da cidade e questionamentos sobre a eficiência da fiscalização pública.

  • A Prefeitura já se posicionou? A empresa responsável se manifestou, mas a Prefeitura ainda precisa responder oficialmente aos pontos levantados no requerimento.

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