Homem com óculos escuros sentado em meio a dinheiro, simbolizando lavagem de dinheiro.

A CASA CAIU NO RJ: 12 pessoas são denunciadas por esquema milionário em golpes e lavagem de dinheiro

Investigação aponta dissimulação de mais de R$ 120 milhões obtidos com estelionatos digitais e uso de empresas de fachada no interior do Rio

O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou 12 pessoas por integrar um esquema de lavagem de dinheiro ligado a golpes virtuais em Campos dos Goytacazes. Segundo a apuração, mais de R$ 120 milhões teriam sido movimentados com uso de “laranjas”, empresas e fracionamento de transações.  

Denúncia do CyberGAECO detalha esquema estruturado: O Núcleo de Combate a Crimes Cibernéticos do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (CyberGAECO/MPRJ) denunciou, recentemente, 12 pessoas suspeitas de integrar um esquema de lavagem de dinheiro oriundo de golpes virtuais praticados a partir de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Conforme a denúncia encaminhada à Justiça, os investigados teriam dissimulado a origem, a movimentação e a propriedade de valores superiores a R$ 120 milhões, obtidos principalmente por meio de crimes patrimoniais, com destaque para estelionatos digitais.

Golpes virtuais e fraudes online no centro das investigações: De acordo com a ação penal, o grupo atuava na aplicação de golpes por meio da clonagem de cartões bancários, criação de sites falsos de vendas online e outras fraudes eletrônicas voltadas à obtenção indevida de recursos financeiros. As investigações indicam que parte significativa dos denunciados pertence a uma mesma família, apontada como responsável pela gestão e operacionalização do esquema criminoso, utilizando diferentes estratégias para dificultar o rastreamento dos valores.

Empresas e vínculos usados para ocultar movimentações: Segundo o MPRJ, o denunciado Werk de Azevedo Faria e a empresa WD Reciclagem Ltda aparecem como ponto central de ligação entre o núcleo familiar e outros envolvidos no esquema, incluindo Marllon Narcizo Faria, Daniel Narcizo Faria, João Victor Fernandes de Azevedo, Cristiano Benevides Vasconcellos, Alan de Azevedo Faria e o próprio Werk. Ainda conforme a denúncia, Francisco Guilherme Ribeiro da Silva Junior e Carolina de Souza Carneiro Medeiro também integram a estrutura financeira do grupo, atuando na movimentação e ocultação dos recursos provenientes dos crimes.

Uso de “laranjas” e fracionamento de valores: O Ministério Público aponta que Luiz Felipe Pessanha Aprigio exercia a função de “braço direito” de um dos líderes do grupo, além de atuar como “laranja”, figurando formalmente como titular de bens e contas bancárias. Outros denunciados, como Jenipher de Almeida Costa, Matheus Machado Pinto e Dhonatan Tardin dos Santos, teriam recebido e repassado valores ao grupo, além de ceder seus nomes para o registro de bens que, segundo a investigação, permaneciam sob posse de outros integrantes. Para dificultar a identificação da origem ilícita dos recursos, o grupo teria adotado práticas como fracionamento de transações financeiras, utilização de empresas e simulações de atividades comerciais legítimas.

Movimentações incompatíveis com a renda declarada: A denúncia destaca movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda formal declarada por alguns investigados. Um dos exemplos citados é o de Carolina de Souza Carneiro Medeiro, que teria movimentado cerca de R$ 15 milhões entre os anos de 2019 e 2022. Somente no mês de agosto de 2022, segundo o MPRJ, mais de R$ 6 milhões teriam transitado por suas contas bancárias, apesar de constar nos registros uma renda mensal declarada de aproximadamente R$ 4 mil, fato que chamou a atenção dos investigadores.

Processo segue sob análise da Justiça: As denúncias apresentadas pelo CyberGAECO/MPRJ agora serão analisadas pelo Judiciário, que deverá decidir sobre o recebimento da ação penal e a adoção de eventuais medidas cautelares. O Ministério Público sustenta que o conjunto de provas reunidas indica atuação organizada e reiterada para ocultar recursos de origem criminosa.

Perguntas rápidas sobre o caso investigado

  • O que o CyberGAECO/MPRJ investiga neste caso? Um esquema de lavagem de dinheiro ligado a golpes virtuais e estelionatos digitais.

  • Qual o valor estimado movimentado pelo grupo? Mais de R$ 120 milhões, segundo a denúncia do Ministério Público.

  • Onde o esquema teria operado principalmente? No município de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense.

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