Rodrigo Bacellar e Cláudio Castro em evento público.

Julgamento no TSE ameaça mandato de Cláudio Castro e disputa de Bacellar para 2026

Governador e deputado podem ser condenados e ficarem inelegíveis

 
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Julgamento no TSE pode cassar Cláudio Castro por abuso de poder

A ministra Isabel Gallotti, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), liberou para julgamento duas ações que podem resultar na cassação do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. As ações se referem ao chamado “escândalo da Ceperj”, no qual milhares de contratações foram feitas por meio da Fundação Ceperj e da Uerj, sem concurso público, com forte suspeita de uso político-eleitoral. A acusação parte do Ministério Público Eleitoral e do ex-candidato ao governo, Marcelo Freixo (PSB).

TRE absolveu, mas TSE pode reverter decisão

Em fevereiro, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) absolveu Castro e seu vice, Thiago Pampolha (MDB), por 5 votos a 2. Mas o Ministério Público recorreu. O recurso também inclui Rodrigo Bacellar (PL), presidente da Alerj e pré-candidato ao governo estadual em 2026. Se condenado, Castro pode perder o mandato e se tornar inelegível por 8 anos, impedindo uma possível candidatura ao Senado. Bacellar, por sua vez, também ficaria fora da corrida pelo Palácio Guanabara.

Crise interna: aliados estratégicos deixam o governo

Às vésperas do julgamento, o governador enfrenta deserções estratégicas. Paulo Vasconcelos, marqueteiro da campanha de 2022, rompeu com Castro após desentendimentos sobre a comunicação institucional do governo. Rodrigo Abel, seu chefe de gabinete e considerado um dos nomes mais poderosos do Palácio Guanabara, também indica saída após não ter sua nomeação para o TCE cumprida.

Bacellar assume o governo durante férias de Castro

Em julho, Castro sairá de férias por 20 dias. Bacellar assumirá novamente o Palácio Guanabara — como já havia feito em junho — e deve intensificar sua exposição, visitando prefeitos e reforçando seu nome como pré-candidato ao governo em 2026. Há expectativa de que ele aproveite a oportunidade para demitir Washington Reis, atual secretário de Transportes, ampliando o racha interno na base aliada.

Bolsonaro e a sucessão presidencial de 2026

Enquanto isso, no plano nacional, Jair Bolsonaro (PL) dá sinais de que anunciará seu sucessor ainda em 2024. Após um ato esvaziado na Avenida Paulista, o nome de Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, ganha força como possível candidato da direita ao Planalto. A ausência de Michelle Bolsonaro no último ato e a falta de entusiasmo da base bolsonarista reforçam que o jogo da sucessão está aberto — e o apoio de Bolsonaro será decisivo para o futuro de Castro, Bacellar e outros aliados.

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