Guaxinim mão pelada é avistado no Rio de Janeiro

Raridade: primeiro registro de animal selvagem em bairro do RJ

Espécie é única no Brasil. “Vivo aqui há 25 anos e nunca ouvi falar de um avistamento deste animal”, disse um morador. Veja as imagens  

Na última semana, a comunidade do bairro de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, foi surpreendida com um avistamento incomum: um guaxinim mão-pelada, espécie rara na região, foi visto na estrada Vitor Dumas. Este é possivelmente o primeiro registro de 2024 dessa espécie peculiar, conhecida por ser a única de seu tipo no Brasil. O avistamento foi relatado pela moradora Gabriela Rodrigues e sua família, que capturaram imagens do animal enquanto ele se alimentava de frutos em uma árvore de ingá. Segundo os observadores, o guaxinim permaneceu na área por cerca de dois meses, antes de desaparecer novamente na paisagem urbana de Santa Cruz.
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Gabriela Rodrigues compartilhou sua experiência: “Esse animal é tratado como uma lenda urbana aqui na região. É o primeiro avistamento em muitos anos. Vivo aqui há 25 anos e nunca ouvi falar de um avistamento.”, disse Vitor, um morador da região, quem enviou o vídeo ao portal. Os guaxinins mão-pelada são conhecidos por sua aparência marcante e comportamento adaptável. Embora sejam mais comuns em outras regiões do continente americano, sua presença no Brasil é extremamente limitada, o que torna cada avistamento um evento significativo para a comunidade local e para os estudiosos da fauna. Este registro reforça a importância da preservação ambiental e da conscientização sobre a biodiversidade urbana, incentivando moradores e autoridades a valorizar e proteger os habitats naturais que ainda abrigam espécies tão singulares como o guaxinim mão-pelada. Este relato, datado de 8 de março de 2024, destaca não apenas a beleza da natureza que nos rodeia, mas também a necessidade contínua de monitorar e conservar as espécies selvagens em um contexto urbano em constante transformação.

Características dos Guaxinins Mão-Pelada

Os guaxinins são facilmente reconhecíveis pela sua plumagem volumosa, rabo listrado e a característica máscara preta ao redor dos olhos. A espécie mão-pelada, de porte médio, é comum em todos os domínios naturais brasileiros, mas é pouco conhecida pelo público. De acordo com a bióloga Carolina Carvalho Cheida, que estudou a espécie no Pantanal em parceria com a Embrapa, observar esses animais na natureza é um desafio, tornando cada avistamento algo especial.

Descrição Física:

Tamanho: Corpo de 40 a 100 cm e cauda de 20 a 42 cm. Peso: Entre 3 a 7 kg, com machos maiores que fêmeas. Aparência: Cabeça grande, orelhas pequenas e pontiagudas, focinho curto, e patas traseiras mais desenvolvidas. Pelagem: Densa, variando de marrom-escura a grisalha. As patas são negras e a cauda possui vários anéis escuros. Habitat e Comportamento: Os guaxinins mão-pelada habitam uma variedade de ecossistemas brasileiros, incluindo a Amazônia, Pantanal, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica e Campos Sulinos. São animais onívoros e têm uma gestação que dura de 60 a 73 dias, resultando em uma média de três filhotes por ninhada. Esses animais são predominantemente noturnos e possuem hábitos solitários, sendo encontrados em pares apenas quando uma mãe está acompanhada de seu filhote. Curiosamente, eles têm o hábito de lavar sua alimentação antes de consumi-la, um comportamento que chama atenção.

Conservação

Apesar de serem comuns em várias regiões, os guaxinins mão-pelada não estão ameaçados de extinção, segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA). No entanto, sua presença em áreas urbanas como o Recreio levanta questões sobre o impacto da urbanização em seus habitats naturais. Este avistamento em uma área urbana do Rio de Janeiro serve como um lembrete da rica biodiversidade do Brasil e da importância de medidas de conservação para proteger essas espécies, especialmente em um contexto de crescente urbanização e mudanças climáticas.

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