“A favor do armamento e agora querem detector de metais em escolas?”, comentaram usuários nas redes sociais. Equipamentos podem custar até R$ 55 mil a unidade
Após o alarme falso de possíveis ataques a sete escolas de Nova Friburgo-Rj, além de outras 19 no restante do Estado, a Câmara Municipal de Nova Friburgo informou que tramita um projeto de lei que que obriga a instalação de detector de metais nas escolas de Nova Friburgo. A proposta é de autoria do vereador José Carlos Schvalwb. No entanto, não ficou claro se o projeto, caso seja aprovado, será aplicado apenas nas escolas municipais ou se todas as instituições de ensino, incluindo escolas particulares e locais que oferecem cursos superiores, técnicos, língua estrangeira, pré-vestibular, entre outros.De acordo com o vereador, o objetivo principal é garantir a segurança de todos os frequentadores das unidades e coibir a entrada de instrumentos como armas de fogo, facas, estiletes, navalhas, dentre outros objetos.Segundo a Câmara Municipal, o texto determina prioridade de instalação dos detectores em escolas localizadas em áreas que registrem índices mais altos de violência.Também não foi informado de onde viria a verba e quem seria o órgão responsável por custear a compra dos equipamentos de segurança. O preço de um detector de metal portal custa entre R$7.500 e R$55 mil.
População aponta contradição do parlamentar
Nos comentários da publicação, nas redes sociais, alguns usuários discordaram das prioridades do projeto, além de apontar uma contradição entre as convicções políticas de José Carlos Schvalwb.Bolsonarista declarado, o vereador acumulou alguma polêmicas no ano passado ao homenagear algumas figuras políticas que foram ou são investigadas por supostos esquemas de corrupção, suposto envolvimento com crime organizado, que teriam sido presas em algum momento ou que estão presas, como é o caso do ex-deputado federal, Daniel Silveira.A corrente bolsonarista tem como uma de suas principais bandeiras a liberação do porte de armas. Exatamente por isso, os comentários nas redes sociais apontam para o ato contraditório.“Essa mesma gente fez arminha com a mão, bateu palma pra liberação geral de armamento, se calou diante dos cortes na educação nos últimos 4 anos e agora querem tratar aluno como bandido”, comentou um usuário.“Bizarro. Ficaram incitando ódio, arma e agora vão tratar as crianças como bandidos… Triste demais o fundo do poço que essa proposta e esse raciocínio vão tacar nossa sociedade. Vergonha. E as escolas nem zelador tem. Bolsonarismo mata”, alertou outra usuária.“Não entendo o paradoxo! São a favor do armamento e agora querem detector de metais na porta das escolas?”, questionou outra pessoa em rede social.O EcoSerrano entrou em contato com José Carlos Schvalwb de forma direta e através de sua assessoria, mas até o fechamento desta reportagem, não obteve retorno.A reprodução deste conteúdo em parte ou em sua totalidade, sem prévia autorização do EcoSerrano, pode acarretar em violação dos direitos autorais e resultar em uma ação judicial.Redes Sociais do EcoSerranoTelegramGrupo de Whatsapp 3Grupo de Whatsapp 2 (lotado)Grupo de Whatsapp 1 (lotado) Instagram: @ecoserranoFacebook: @ecoserranooTwitter: @serrano_ecoYoutube: EcoSerrano