Projeto do VLT de Niterói entre Barreto e Centro

VLT Niterói sai do papel e será realidade

Município contratou estudo necessário à liberação de R$ 450 milhões e projeto avança

O projeto que promete mudar a mobilidade entre a Zona Norte e o Centro de Niterói acaba de entrar em uma etapa considerada decisiva. A Prefeitura contratou, por R$ 1,3 milhão, a atualização do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental, conhecido pela sigla EVTEA. O documento é necessário para que o Governo Federal possa liberar os recursos destinados à implantação do Veículo Leve sobre Trilhos. O projeto foi contemplado com R$ 450 milhões por meio do Novo PAC. A linha terá como eixo principal a ligação entre o Barreto e o Centro. A estimativa mais recente apresentada pela Secretaria Municipal de Mobilidade e Infraestrutura é de atendimento a aproximadamente 120 mil passageiros por dia. A contratação aproxima o projeto da fase de execução, mas ainda não significa que as obras começarão imediatamente.
SIGA O ECOSERRANO NO INSTAGRAM: https://www.instagram.com/ecoserrano/

O que é o EVTEA?

Apesar do nome complicado, o EVTEA funciona como um grande raio-X do empreendimento. O estudo verifica se o projeto é possível, quanto deverá custar, quais benefícios poderá produzir e quais impactos precisam ser considerados. Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, esse tipo de levantamento compara os benefícios esperados com os custos necessários para implantar e manter uma infraestrutura de transporte. DNIT A análise contratada pela Prefeitura será dividida em três frentes principais. Na parte técnica, serão estudados o traçado, a demanda de passageiros, as alternativas de percurso, os aspectos de engenharia e o modelo de operação. A avaliação econômico-financeira deverá calcular os custos de construção e funcionamento, as formas de financiamento e a relação entre o investimento e os benefícios esperados. Já a parte ambiental identificará os possíveis impactos da obra e indicará o caminho necessário para o licenciamento.

Por que o estudo é tão importante?

Sem a conclusão e a aprovação do EVTEA, os recursos federais destinados ao VLT não podem ser efetivamente liberados. O estudo deverá ser encaminhado ao Ministério das Cidades, que fará uma avaliação antes de autorizar o avanço para as próximas etapas. A intenção é oferecer segurança técnica, financeira, ambiental e jurídica. Isso reduz o risco de alterações profundas, aumento inesperado de custos ou problemas de licenciamento depois que as obras já estiverem contratadas. O EVTEA também deverá ajudar a definir como o VLT funcionará na prática, incluindo o percurso pelas ruas, a localização das estações e a integração com os demais meios de transporte.

O dinheiro já está garantido?

O projeto foi selecionado para receber R$ 450 milhões em recursos federais. A Prefeitura anunciou o financiamento em agosto de 2025, quando apresentou uma linha de aproximadamente cinco quilômetros entre o Barreto e o Centro. Prefeitura de Niterói No entanto, a seleção e a previsão do aporte não significam que todo o dinheiro já esteja disponível para a execução das obras. A liberação depende do cumprimento das exigências técnicas do programa. Entre elas está justamente a apresentação de um estudo de viabilidade atualizado e aprovado pelo Governo Federal. Por isso, o contrato de R$ 1,3 milhão representa um avanço importante: ele atende a uma condição necessária para transformar a previsão de investimento em recursos efetivamente aplicados.

Quantas estações serão construídas?

As informações mais recentes atribuídas à Secretaria Municipal de Mobilidade e Infraestrutura indicam uma projeção de 19 estações e atendimento a aproximadamente 120 mil passageiros diariamente. O anúncio feito pela Prefeitura em agosto de 2025, porém, apresentava uma configuração preliminar com cerca de cinco quilômetros e dez estações. A diferença mostra que o desenho do sistema ainda está em desenvolvimento. A quantidade definitiva de estações, o percurso exato e o modelo operacional deverão ser consolidados pelos estudos e projetos posteriores. O eixo principal, no entanto, permanece definido: a ligação entre o Centro e o Barreto, passando pela região da Zona Norte.

Projeto pretende reduzir ônibus no Centro

Além de atender aos moradores de Niterói, o VLT deverá receber parte dos passageiros que chegam diariamente de São Gonçalo, Itaboraí e outras cidades próximas. A proposta prevê uma integração que permita reduzir a entrada de ônibus intermunicipais no Centro de Niterói. Parte desses passageiros desembarcaria em uma área de conexão e seguiria viagem pelo sistema sobre trilhos. A expectativa é diminuir a quantidade de coletivos nas ruas centrais, aliviar o trânsito e reorganizar o transporte público em um dos trechos mais movimentados da cidade. O projeto também poderá atender bairros como Barreto, Engenhoca, Santana e São Lourenço antes de chegar ao Centro.

O que ainda falta para as obras começarem?

Depois da conclusão do EVTEA, o estudo precisará ser analisado e aprovado pelo Ministério das Cidades. Se houver aprovação, o projeto ainda deverá passar por outras etapas:
  1. Confirmação e liberação dos recursos federais;
  2. Elaboração dos projetos de engenharia;
  3. Definição do traçado detalhado e das estações;
  4. Estudos e licenciamento ambiental;
  5. Preparação do edital;
  6. Licitação para contratação das obras;
  7. Assinatura do contrato e emissão da ordem de início.
Algumas dessas fases poderão ocorrer de forma paralela, dependendo do modelo escolhido. Mesmo assim, ainda não existe uma data oficial para a publicação da licitação ou o começo das intervenções.

VLT será uma realidade?

A contratação do estudo e a seleção do projeto para receber R$ 450 milhões tornam a implantação mais concreta do que em etapas anteriores. Ainda assim, não é possível afirmar neste momento quando os trens começarão a circular. O cronograma dependerá da aprovação do EVTEA, da liberação financeira, do licenciamento e do resultado da futura licitação. O avanço é real. O início das obras, porém, ainda exige o cumprimento de uma sequência de etapas técnicas e administrativas. ACOMPANHE O ECOSERRANO
Back To Top