Veja quem são os cardeais mais cotados para ocupar o cargo máximo da Igreja Católica

Veja quem são os 8 cardeais mais cotados para ser o novo Papa

Progressistas, moderados e conservadores. Com estilos diferentes, o novo papa pode continuar mudanças promovidas por Francisco ou redirecionar a Igreja aos ideais conservadores. Veja quem são os cardeais mais cotados e seus países de origem

A morte do Papa Francisco, anunciada na última segunda-feira, 21 de abril, deixou o mundo em luto e com os olhos voltados para o Vaticano. Além da despedida a um pontífice que marcou a história por sua visão progressista, discurso acolhedor à comunidade LGBTQIA+, simplicidade nos costumes e foco na justiça social, agora a atenção se volta para a escolha do novo Papa. A grande pergunta é: o próximo líder da Igreja Católica seguirá a linha reformista de Francisco ou representará um retorno ao conservadorismo? A escolha do novo Papa deve ocorrer nas próximas semanas, em um conclave que poderá redirecionar os rumos da Igreja Católica para as próximas décadas. Entre progressistas, moderados e conservadores, o resultado refletirá não só as intenções da Igreja, mas também os desafios sociais e políticos do mundo atual. Confira abaixo os nomes mais cotados para o conclave e os perfis que disputam o futuro da Igreja:

Cardeais cotados para suceder Francisco

Willem Jacobus Eijk - Países Baixos
Willem Jacobus Eijk – Países Baixos

Willem Jacobus Eijk – Países Baixos (Holanda), 71 anos

Arcebispo de Utrecht, é um teólogo tradicionalista e crítico das reformas morais promovidas por Francisco. Defende posições conservadoras, como a proibição da comunhão a divorciados recasados.
Luis Antonio Tagle - Filipinas
Luis Antonio Tagle – Filipinas

Luis Antonio Tagle – Filipinas, 67 anos

Carismático, próximo das pessoas e com forte atuação na justiça social. É considerado progressista e alinhado ao legado de Francisco. Se eleito, pode ser o primeiro Papa asiático da história.
Peter Turkson - Uganda
Peter Turkson – Gana

Peter Turkson – Gana, 76 anos

Nome forte do continente africano, seria o primeiro Papa negro. É visto como moderado, com foco em sensibilidade social e diplomacia. Ex-presidente do Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral.
Pietro Parolin - Itália
Pietro Parolin – Itália

Pietro Parolin – Itália, 70 anos

Atual Secretário de Estado do Vaticano e homem de confiança de Francisco. Tem perfil moderado, diplomático e pragmático. Acusado por setores conservadores de alinhar a Igreja à “esquerda global”.
Malcom Ranjith - Sri Lanka
Malcom Ranjith – Sri Lanka

Malcom Ranjith – Sri Lanka, 77 anos

Conservador e nomeado bispo por João Paulo II. Se opõe ao casamento homoafetivo e proibiu mulheres no altar durante as missas no Sri Lanka. Fala dez idiomas e é bem articulado no meio tradicionalista.
Matteo Zuppi - Italia
Matteo Zuppi – Italia

Matteo Zuppi – Itália, 69 anos

Arcebispo de Bolonha, é presidente da Conferência Episcopal Italiana. Progressista, ligado à comunidade de Sant’Egidio, é conhecido pelo diálogo inter-religioso e pelo espírito conciliador.
Raymond Burke - EUA
Raymond Burke – EUA

Raymond Burke – Estados Unidos, 76 anos

Apoiado por Donald Trump, é o nome mais conservador da lista. Crítico feroz de Francisco, é contra todas as reformas propostas nos últimos anos.
Peter Egdo - Hungria
Peter Erdo – Hungria

Péter Erdő – Hungria, 72 anos

Conservador e próximo do legado de João Paulo II. Defendeu a reabilitação do cardeal Mindszenty, opositor do comunismo. É presidente da Conferência Episcopal da Hungria.

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