Uso de fontes alternativas de água pode trazer riscos à saúde da população
Autoridades reforçam alerta sobre o consumo de água sem tratamento e orientam população a manter ligação com a rede pública de abastecimento.O uso de poços, minas e caminhões-pipa sem procedência comprovada preocupa autoridades sanitárias no Rio de Janeiro. Segundo especialistas, a prática pode causar doenças graves como hepatite A e leptospirose. A recomendação é priorizar o abastecimento da rede tratada e fiscalizada.
Alerta sobre o consumo de água sem origem segura
A Águas da Imperatriz e autoridades sanitárias emitiram novo alerta à população do Estado do Rio de Janeiro sobre os riscos do uso de fontes alternativas de água, como poços, minas e caminhões-pipa sem certificação.O alerta ocorre em meio ao aumento da procura por abastecimento alternativo em períodos de estiagem e manutenções no sistema público, o que, segundo especialistas, pode colocar a saúde da população em risco.Embora muitas vezes pareça limpa, a água contaminada não apresenta alteração de cor, cheiro ou sabor, mas pode conter microrganismos e substâncias tóxicas capazes de causar doenças graves, como:
Leptospirose
Hepatite A
Cólera
Infecções intestinais severas
Febres e gastroenterites
Riscos invisíveis à saúde pública
De acordo com técnicos da concessionária, o consumo de água sem tratamento adequado pode causar surtos infecciosos silenciosos, especialmente em comunidades e regiões rurais.A legislação brasileira — por meio da Portaria nº 5/2017 do Ministério da Saúde e da Lei nº 14.026/2020, que institui o Marco Legal do Saneamento — obriga a conexão dos imóveis à rede pública de abastecimento sempre que o serviço estiver disponível.Essas normas garantem que toda a água distribuída à população passe por tratamento, fiscalização e controle de qualidade, com análises físico-químicas e microbiológicas regulares.
Tratamento garante segurança e qualidade
A Águas da Imperatriz reforça que o sistema de distribuição sob sua responsabilidade é monitorado continuamente por equipes técnicas, garantindo padrões de potabilidade exigidos pela legislação federal.O processo inclui:
Captação em mananciais licenciados
Tratamento químico e físico da água
Monitoramento diário de cloro e turbidez
Coletas regulares para análises laboratoriais
Esses procedimentos asseguram que o abastecimento público seja seguro para consumo humano e adequado para atividades domésticas, industriais e comerciais.
Conscientização e orientação ao consumidor
A concessionária também reforça a importância de os consumidores verificarem a origem da água transportada por caminhões-pipa, exigindo comprovantes de análise e laudos de qualidade.O uso de poços e minas particulares, sem acompanhamento técnico, deve ser evitado, já que lençóis freáticos contaminados por fossas, esgotos ou produtos químicos agrícolas representam um risco direto à saúde.Em caso de dúvida, a população pode buscar orientações junto à Vigilância Sanitária Municipal ou diretamente nos canais de atendimento da Águas da Imperatriz.
Onde buscar atendimento
Para mais informações sobre ligação à rede pública ou solicitação de fornecimento de água tratada, os consumidores podem acessar:🔹 Agência Virtual:www.grupoaguasdobrasil.com.br/aguas-da-imperatriz/ 🔹 Endereço físico: Avenida Feliciano Sodré, nº 1014 — Várzea, Nova Friburgo 🔹 Atendimento presencial e suporte técnico especializado
Mini questionário interativo
💧 Por que o uso de poços e minas pode ser perigoso? Porque a água pode conter microrganismos e substâncias químicas nocivas sem alteração perceptível de cor, gosto ou cheiro.🧪 O que a lei exige sobre abastecimento? A Lei nº 14.026/2020 e a Portaria nº 5/2017 determinam que imóveis se conectem à rede pública quando ela estiver disponível.🚰 Como saber se a água é potável? Somente por meio de análises laboratoriais e controle sanitário regular, como o realizado pelas concessionárias de abastecimento.📞 Onde buscar ajuda? Nos canais oficiais da Águas da Imperatriz ou junto à Vigilância Sanitária Municipal.