Folha coberta de geada, com detalhes das bordas cristalizadas.

Segunda onda de frio que vai atingir o Estado do Rio de Janeiro já tem data para acontecer

Veja os locais onde o frio será mais intenso e com grande possibilidade de geada

Frio dá trégua, mas nova frente fria promete mais baixas temperaturas no Rio de Janeiro. Especialistas alertam para segunda massa de ar polar e novo episódio de frio intenso já a partir da segunda semana de junho

A onda de frio que atingiu o Estado do Rio de Janeiro nos últimos dias chega ao fim nesta terça-feira, 3 de junho, segundo especialistas em meteorologia. A temperatura começa a subir gradualmente já a partir desta quarta-feira (4), principalmente na capital fluminense. No entanto, essa trégua será passageira. Uma nova frente fria avança a partir do Sul do Brasil em direção ao Sudeste e deve mudar o clima novamente no próximo sábado, 7 de junho, trazendo mais chuvas e derrubando os termômetros.

Quando vai esfriar de novo?

A previsão aponta que uma segunda massa de ar frio polar já está sendo aguardada para os primeiros dias da segunda quinzena de junho. Entre o enfraquecimento da onda atual e a chegada dessa nova massa de ar, não haverá tempo suficiente para um aquecimento significativo, o que significa que o frio será renovado rapidamente. Além disso, os modelos climáticos indicam dois períodos de frio mais intenso neste mês:
  • Primeira semana de junho (já em andamento);
  • Última semana de junho, com potencial de ser a mais gelada do mês no Sul e Sudeste do país.

O que dizem os modelos climáticos?

Segundo o modelo europeu ECMWF, da plataforma Meteored, as anomalias de precipitação seguem positivas no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, indicando avanço de novas frentes frias com potencial de causar chuvas significativas, inclusive no Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Já o índice AAO (Oscilação Antártica Austral) deve continuar negativo no início de junho, o que favorece a passagem de frentes frias e até formação de ciclones extratropicais, mantendo o clima instável e úmido.

Atlântico Sul segue quente: o que isso muda?

Outro ponto importante é que o Oceano Atlântico Sul segue com temperaturas acima da média, o que aumenta a umidade e a energia para formação de tempestades. Esse comportamento pode intensificar frentes frias, elevando o risco de chuva forte, rajadas de vento e até queda de granizo nas regiões afetadas.

O que esperar para o restante de junho?

A previsão é de alternância entre dias mais quentes e novas quedas bruscas de temperatura, principalmente entre o meio e o fim do mês. A capital fluminense pode registrar novas mínimas entre 13ºC e 16ºC, enquanto cidades da Serra, como Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis, podem voltar a registrar marcas abaixo dos 10ºC.

E a chuva?

Há expectativa de chuvas isoladas já neste fim de semana, com maior volume na próxima semana. A depender da movimentação da AAO e do avanço das massas frias, o clima pode ficar mais seco na segunda metade do mês, embora isso ainda dependa de confirmações dos próximos modelos.

Onde o frio será mais intenso?

A tendência é de que as cidades da regão serrana  e sul fluminense registrem as mínimas mais baixas. Cidades como Itatiaia, Nova Friburgo, Petrópolis, Resende, Barra do Piraí, Petrópolis têm a tendência de figurar entre as mais frias do país nesta época do ano. 

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