O reajuste do Bilhete Único Intermunicipal passa a valer em dezembro e afeta trabalhadores, estudantes e moradores de 20 cidades da Região Metropolitana. Especialistas apontam impacto direto no orçamento familiar e risco de aumento da demanda por ônibus municipais.
Bilhete Único terá tarifa de R$ 9,40 a partir de 19 de dezembro
O governo do Rio de Janeiro autorizou um novo reajuste no Bilhete Único Intermunicipal (BUI), que passará dos atuais R$ 8,55 para R$ 9,40. O aumento foi publicado em edição extra do Diário Oficial e entra em vigor no dia 19 de dezembro, conforme os registros oficiais.Segundo documentos analisados pela reportagem, o reajuste acompanha a variação de custos operacionais das empresas de transporte intermunicipal e o modelo de compensação tarifária vigente no estado.O BUI atende hoje 425 mil beneficiários, especialmente trabalhadores de baixa renda — público que mais depende da integração entre ônibus, barcas, vans legalizadas, trem e metrô.
O que muda para os passageiros a partir de dezembro
O Bilhete Único permite que o passageiro use até dois meios de transporte, no intervalo de até três horas, pagando no máximo o valor estabelecido pelo estado — agora reajustado para R$ 9,40.Com o novo valor, especialistas alertam para três impactos principais:
Mudanças esperadas (H3)
Aumento no custo diário para trabalhadores que dependem de múltiplas integrações;
Pressão no orçamento familiar, sobretudo para moradores que recebem até R$ 3.205,20 e utilizam o benefício todos os dias úteis;
Risco de migração de passageiros para linhas municipais mais baratas, sobrecarregando trajetos locais.
Além disso, a tarifa social do metrô — que reduz o valor para R$ 5 para beneficiários do BUI — também permanece como alternativa de contenção de gastos.
Quem tem direito ao Bilhete Único Intermunicipal
Conforme informações do Governo do Estado, o BUI é destinado a cidadãos:
residentes no estado do RJ;
com renda familiar de até R$ 3.205,20;
que utilizam transporte intermunicipal de forma regular;
cadastrados e aprovados pela Riocard Mais.
O benefício continua válido em 20 cidades da Região Metropolitana, incluindo Rio, Niterói, Duque de Caxias, São Gonçalo, Nova Iguaçu, Itaboraí, Magé, Maricá e Queimados.
Por que o reajuste foi aplicado?
De acordo com fontes técnicas consultadas pela reportagem, o reajuste anual do BUI considera:
inflação acumulada do setor;
custos operacionais do transporte intermunicipal;
tabela de compensação tarifária entre empresas;
contratos regulados pelo Governo do Estado.
Especialistas apontam que o reajuste mantém equilíbrio operacional para empresas, mas pressiona fortemente os passageiros, especialmente em períodos de salários estagnados.
O que dizem os usuários
Desde a publicação do decreto, usuários relatam preocupação com o novo valor. Depoimentos enviados ao EcoSerrano apontam que muitos passageiros já reorganizam rotinas para reduzir gastos, como:
dividir viagens longas em caminhadas curtas;
buscar horários alternativos;
alternar modais ao longo da semana.
Conforme documentos analisados, essa movimentação pode alterar o fluxo das linhas intermunicipais e exigir adequações das concessionárias.
Recomendações para quem será afetado
Revise trajetos e horários regulares.
Utilize aplicativos dos modais para prever tempos de deslocamento.
Verifique se você já está habilitado na tarifa social do metrô.
Evite deslocamentos fora do horário de pico, quando possível.
Perguntas frequentes sobre o reajuste no transporte público do RJ
Quando o novo valor entra em vigor? O reajuste começa a valer em 19 de dezembro.
Quem tem direito ao Bilhete Único Intermunicipal? Trabalhadores com renda de até R$ 3.205,20, cadastrados na Riocard Mais.
Quantos passageiros serão afetados pelo aumento? Cerca de 425 mil usuários utilizam o BUI atualmente.
O metrô também terá mudança na tarifa social? Não. O valor permanece R$ 5 para beneficiários do BUI.
O reajuste pode gerar mudanças nos trajetos? Sim. Há expectativa de migração para linhas municipais e mudanças nos horários de pico.