Categoria quer apoio das autoridades contra o que classificou como perda de direitos
Sindicato reforça cobrança a vereadores e mantém mobilização
O Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação – Núcleo Nova Friburgo (SEPE-NF) informou nesta quarta-feira (13) que continua cobrando posicionamento público dos vereadores sobre a valorização e a manutenção de direitos da categoria.Até o momento, segundo o sindicato, apenas quatro parlamentares declararam apoio à pauta: Maiara Felício (PT), Cláudio Damião (PT), Marcos Marins (PSD) e Maicon Gonçalves (Mobiliza).
Contexto: cortes e mudanças aprovados no início do ano
Em janeiro de 2025, durante o recesso parlamentar, a Câmara de Vereadores aprovou, em regime de urgência, três Projetos de Lei que, segundo o SEPE, retiraram conquistas históricas dos trabalhadores da educação.Entre as medidas, está a revogação dos adicionais de difícil acesso e de regência, que afetam principalmente professores em salas de aula e em áreas afastadas.
Piso Nacional e plano de carreira sob críticas
O sindicato também questiona a forma como a gestão municipal aplicou o Piso Nacional do Magistério, afirmando que o valor foi incorporado com recursos já existentes no contracheque, sem aumento real.Além disso, critica o Plano de Carreira dos funcionários da educação, aprovado no mesmo período, sem debate público e com dispositivos que, segundo a categoria, não garantem progressão justa e podem gerar insegurança no ambiente de trabalho.
Reivindicações e próximos passos
O SEPE cobra:
Revogação dos artigos 6º e 7º da Lei 174/2025, que retiraram adicionais;
Revisão do plano de carreira com participação da base;
Cumprimento do Piso Nacional na referência inicial, sem compensações salariais.
A entidade mantém ato público e abaixo-assinado online, reforçando que seguirá mobilizada até obter respostas formais da Câmara.
Participação popular
O sindicato incentiva a população a se engajar, seja comparecendo às sessões da Câmara, seja assinando o formulário virtual disponível em suas redes. Para o SEPE-NF, o apoio comunitário é fundamental para pressionar pelo diálogo e por mudanças nas leis aprovadas.