Mão abrindo torneira cromada em pia, com foco em interrupções no abastecimento de água.

População do RJ é informada sobre o colapso no abastecimento de água para os próximos dias

Ocorrências dos últimos dias afetaram sistemas da Cedae e unidades operadas por concessionárias, com reflexos no abastecimento

Ocorrências dos últimos dias afetaram sistemas da Cedae e unidades operadas por concessionárias, com reflexos no abastecimento Paralisações, vazamentos e falhas elétricas em sistemas de água afetaram pelo menos 12 cidades do estado do Rio. Parte dos serviços já foi concluída, mas o abastecimento ainda está em recuperação. A reportagem reúne os avisos oficiais em ordem cronológica.

O que causou a falta de água: Entre os dias 4 e 5 de fevereiro, diferentes ocorrências atingiram sistemas de produção e tratamento de água operados pela Cedae e por concessionárias como Águas do Rio e Iguá Rio. Segundo comunicados oficiais, os problemas envolveram falhas elétricas, vazamentos internos em estações de tratamento, paralisações preventivas por chuva intensa e aumento de turbidez na captação. Mesmo onde os reparos já foram concluídos, o sistema ainda opera em fase de recuperação.

Linha do tempo dos sistemas afetados: Em 4 de fevereiro, conforme comunicado, a ETA Porciúncula ficou fora de operação por instabilidade de energia. O abastecimento foi suspenso no município e a normalização foi prevista em até 72 horas após o retorno da energia. Também em 4 de fevereiro, a ETA Japeri teve paralisação por oscilação na rede elétrica interna. O problema foi resolvido e o sistema voltou a operar, com abastecimento em normalização gradativa em bairros como Centro, Chacrinha, Lagoa do Sapo e Nova Belém. Na mesma data, houve manutenção emergencial em Macaé, com interrupção temporária em bairros como Centro, Cavaleiros, Parque Aeroporto e Barra de Macaé. O serviço foi finalizado, mas poderia haver reflexos por até 24 horas. Ainda em 4 e 5 de fevereiro, chuvas fortes afetaram a captação em Miguel Pereira e Paty do Alferes, segundo a Iguá Rio, com previsão de retomada gradual em até 72 horas.

Paralisações e reduções nos grandes sistemas da Baixada: Em 5 de fevereiro, a Cedae informou que o Sistema Acari e a ETA Japeri tiveram a produção paralisada por causa da chuva intensa, para controle de qualidade da água. O impacto atingiu partes de Duque de Caxias, Belford Roxo, Japeri, Nova Iguaçu e Queimados. No mesmo dia, o Sistema Guandu teve a produção reduzida a 50% após vazamento em tubulação interna da ETA, segundo nota oficial. O reparo emergencial foi executado e a previsão divulgada era de conclusão até a manhã de 6 de fevereiro. De acordo com os comunicados, o Guandu abastece áreas da Capital e de cidades da Baixada como Mesquita, Nilópolis e São João de Meriti, além de Belford Roxo, Nova Iguaçu, Duque de Caxias e Queimados.

Municípios com sistemas locais impactados: Também em 5 de fevereiro, a Unidade de Tratamento Rio Souza, em Cachoeiras de Macacu, teve operação paralisada por turbidez elevada na captação, conforme comunicado da Águas do Rio. Em São Sebastião do Alto, a ETA voltou a operar após regularização da captação. Mesmo assim, segundo a concessionária, o abastecimento segue em recuperação gradativa. Em Cantagalo, a produção foi normalizada após reparo na rede de água bruta da ETA Euclidelândia. No distrito de Boa Sorte, o sistema está em normalização. Já Euclidelândia ainda apresenta fornecimento reduzido por anomalias na rede, com equipes em busca de vazamentos. No bairro Tanque, na capital, uma elevatória operada pela Iguá Rio sofreu falha elétrica e já foi normalizada às 10h30 de 5 de fevereiro, segundo atualização oficial.

Número de cidades e bairros atingidos: Com base nos comunicados, houve impacto direto ou potencial em 12 cidades: Porciúncula, Japeri, Macaé, Miguel Pereira, Paty do Alferes, Duque de Caxias, Belford Roxo, Nova Iguaçu, Queimados, Mesquita, Nilópolis, São João de Meriti, além de reflexos em áreas da Capital. Somente nos avisos detalhados do Sistema Acari, foram listados mais de 150 bairros afetados nas cinco cidades da Baixada. Outros comunicados citam dezenas de bairros adicionais nas demais localidades.

Prazo para normalização do abastecimento: Segundo Cedae, Águas do Rio e Iguá Rio, após retomada da produção ou conclusão de reparos, a distribuição entra em fase de recuperação gradativa. Os prazos informados variam de 24 horas a até 72 horas ou mais, especialmente em áreas elevadas e nas pontas de rede, conforme características hidráulicas de cada sistema.

Impacto para moradores e serviços: De acordo com as concessionárias, imóveis com caixa d’água ou cisterna tendem a sofrer menos impacto imediato. Já locais sem reservação podem enfrentar intermitência ou falta total temporária. As empresas informaram que, quando necessário, caminhões-pipa podem ser acionados com prioridade para hospitais, UPAs e clínicas.

Orientações oficiais e como o morador pode agir – Conforme orientações das concessionárias: usar água apenas para consumo essencial; adiar lavagens e usos de alto volume; verificar reservatórios internos; registrar falta de água com protocolo; Canais informados:  Águas do Rio — 0800 195 0 195 (telefone e WhatsApp);  Iguá Rio — 0800 400 0509 / 0510 / 0511 (por cidade); Cedae — 0800 282 1195 (serviços e caminhão-pipa).

Perguntas rápidas sobre o abastecimento no RJ

  • Quantas cidades tiveram sistemas de água afetados? Pelo menos 12 municípios tiveram paralisações, reduções ou impactos de captação.

  • Os reparos já foram concluídos? Parte dos serviços foi finalizada, segundo notas oficiais, mas o abastecimento ainda está em recuperação.

  • Quanto tempo pode levar para normalizar totalmente? De 24 a 72 horas ou mais, dependendo da área e da altitude da rede.

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