Pessoas ao redor de uma vítima caída na pista após atropelamento em cruzamento urbano de Nova Friburgo.

Morre idosa atropelada no Centro de Friburgo

Acidente ocorreu em um cruzamento movimentado onde pedestres não contam com sinalização semafórica exclusiva

A idosa atropelada no Centro de Nova Friburgo no dia 3 de julho não resistiu. A confirmação da morte chegou ao Portal EcoSerrano nesta terça-feira, 21, quase três semanas depois do acidente. A vítima atravessava a Rua Augusto Spinelli por volta das 7h25 quando foi atingida por um veículo. O atropelamento aconteceu na faixa de pedestres, próximo ao encontro com a Rua Monte Líbano e ao movimentado cruzamento formado ainda pela Rua Josina Barbosa Folly e pela Rua Carlos Alberto Braune.

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Motorista permaneceu no local

De acordo com as informações apuradas, o semáforo estava verde para o veículo. O motorista ainda teria acionado a buzina, mas não conseguiu evitar o impacto. Após o atropelamento, ele permaneceu no local e prestou a assistência necessária. A idosa foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros em estado grave e encaminhada ao Hospital Municipal Raul Sertã. Ela morreu posteriormente, mas a data exata do falecimento ainda não foi confirmada.

Sinal verde para carros, mas e o pedestre?

A tragédia expõe um problema que vai além da conduta de um motorista ou de uma travessia específica. O cruzamento possui semáforos para organizar o fluxo dos veículos, mas não há sinalização semafórica exclusiva e claramente visível para os pedestres. Quem tenta atravessar precisa observar diferentes movimentos de carros e encontrar uma brecha entre as conversões. Na prática, enquanto uma direção recebe sinal vermelho, outro fluxo pode estar liberado. Isso coloca o pedestre diante de uma situação confusa: existe faixa pintada no asfalto, mas não há uma fase exclusiva que interrompa todos os movimentos dos veículos para permitir a travessia completa. O sinal verde para o motorista não elimina a necessidade de atenção, especialmente diante de uma faixa de pedestres. Ao mesmo tempo, a configuração do cruzamento precisa oferecer orientações claras para quem está a pé.

Faixa não pode ser apenas tinta no asfalto

A faixa de pedestres deveria representar um espaço protegido. Sem tempo próprio para atravessar e sem sinalização direcionada, ela pode transmitir uma segurança que não existe na prática. O risco é ainda maior para idosos, pessoas com deficiência, crianças e qualquer pessoa com dificuldade de locomoção. Esses grupos precisam de mais tempo para concluir a travessia e nem sempre conseguem reagir rapidamente diante da aproximação de um veículo. Também é necessário considerar que o acidente aconteceu por volta das 7h25, horário de movimentação crescente no Centro, com circulação de ônibus, automóveis, motocicletas e pedestres.

Cruzamento precisa ser reavaliado

A confirmação da morte torna urgente uma avaliação técnica da sinalização e dos tempos semafóricos no local. Entre as medidas que podem ser analisadas estão a instalação de semáforos para pedestres, a criação de uma fase exclusiva para travessia, contadores regressivos, reforço da sinalização e revisão das conversões permitidas. Cabe ao município avaliar tecnicamente quais soluções são viáveis. O que não pode ser tratado como normal é o pedestre precisar contar apenas com a percepção e a boa vontade dos motoristas para atravessar um cruzamento tão movimentado. A apuração do atropelamento deverá esclarecer as circunstâncias individuais do acidente. Paralelamente, o poder público precisa responder se a estrutura existente oferece segurança suficiente. Uma faixa de pedestres sem tempo seguro de travessia não resolve o problema. Pode apenas pintar no chão um direito que, na prática, continua sem garantia.

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