Cantora afirma que comportamento do morador preocupa vizinhos e pede intervenção do Ministério Público. Veja o vídeo
No condomínio da Freguesia, no Rio de Janeiro (RJ), moradores relatam invasões de casas e circulação pelos muros. O caso envolve um médico citado em registros policiais anteriores por ameaças e violência psicológica. O episódio mobiliza moradores e pedidos de intervenção do Ministério Público.
Denúncia foi divulgada nesta terça-feira: Nesta terça-feira, 10 de março de 2026, a cantora Kelly Key informou publicamente que ela e o marido, Mico Freitas, denunciaram o comportamento de um vizinho que mora próximo à casa da filha do casal em um condomínio na região da Freguesia, na cidade do Rio de Janeiro. Segundo relatos divulgados pelo casal nas redes sociais, o homem teria invadido residências vizinhas, caminhado por telhados e muros e feito abordagens consideradas preocupantes por moradores. O impacto imediato foi o aumento da sensação de insegurança no condomínio e novos registros de ocorrências.
Moradores relatam invasões e comportamento imprevisível: De acordo com os relatos divulgados pela cantora, o vizinho — identificado como Alexandro Silveira — teria demonstrado comportamento considerado instável por moradores. Segundo a publicação, o homem já teria entrado na casa de uma vizinha durante a madrugada e, em outro episódio, teria tentado agredir o pai da cantora utilizando uma barra de ferro. O caso teria sido levado à delegacia em ocasiões anteriores.
Moradores do condomínio também afirmam que o homem costuma caminhar sobre muros e telhados de imóveis próximos. Em registros em vídeo feitos por vizinhos, ele aparece circulando por áreas externas das casas. De acordo com relatos apresentados por Kelly Key, o comportamento teria incluído episódios considerados obsessivos em relação a mulheres da residência da família, incluindo a filha do casal. Entre os episódios mencionados estão tentativas de contato pelo interfone e a entrega de objetos na porta da casa.
Histórico de registros policiais envolvendo ex-mulher: O nome de Alexandro Silveira também aparece em registros policiais anteriores feitos por sua ex-esposa na Delegacia de Atendimento à Mulher de Jacarepaguá. Segundo documentos citados na reportagem original, em janeiro de 2024 a mulher registrou ocorrência relatando agressão após uma discussão motivada por ciúmes. Dois meses depois, um novo registro foi feito após ela afirmar ter encontrado uma arma de fogo sob o travesseiro do ex-companheiro, o que teria gerado um boletim por ameaça.
Em depoimentos posteriores, a ex-mulher também relatou episódios de violência psicológica ao longo do relacionamento, que teria durado cerca de 26 anos. Em 2025, já separada, ela voltou à delegacia afirmando ter recebido mensagens de áudio com ameaças diretas. Na ocasião, solicitou medidas protetivas de urgência e iniciou processo de divórcio formal. De acordo com informações do procedimento, o caso chegou a ser encaminhado ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, que posteriormente devolveu a investigação à polícia para continuidade das apurações.
Pedido de intervenção e curatela: Diante das ocorrências relatadas, moradores do condomínio e a família da cantora afirmaram que pretendem solicitar a intervenção do Ministério Público para avaliar medidas legais. Entre as alternativas citadas está a possibilidade de abertura de processo de curatela, instrumento jurídico previsto na legislação brasileira que permite designar um responsável legal para administrar decisões de uma pessoa considerada incapaz de gerir plenamente sua própria vida civil. Segundo especialistas em direito civil, a medida pode ser adotada após análise judicial e perícia técnica quando há indícios de incapacidade permanente ou temporária.
Posicionamento e investigação: Até o momento da publicação desta reportagem, não havia manifestação pública de Alexandro Silveira sobre as acusações divulgadas. A imprensa também tenta contato com o médico para obter posicionamento oficial. O espaço permanece aberto para esclarecimentos ou manifestação da defesa.
Perguntas rápidas sobre o caso
O que motivou a denúncia feita por Kelly Key? Relatos de invasões de casas, circulação sobre muros e comportamentos considerados ameaçadores por moradores de um condomínio na Freguesia.
O vizinho já possui registros policiais anteriores? Sim. Documentos citam ocorrências registradas pela ex-mulher na Delegacia de Atendimento à Mulher de Jacarepaguá, incluindo denúncias de ameaça e violência psicológica.
O que moradores pedem agora às autoridades? Segundo os relatos divulgados, moradores pretendem solicitar intervenção do Ministério Público e avaliar a possibilidade de abertura de processo de curatela.