Levantamento do IBGE aponta melhora nos índices de segurança alimentar no Estado do Rio de Janeiro, com aumento de 1,5% em relação a 2023 e queda nos casos de insegurança grave.
Cerca de 80% dos lares fluminenses possuem acesso regular a alimentos de qualidade
A segurança alimentar nos domicílios do Estado do Rio de Janeiro teve um avanço de 1,5% em 2024, conforme dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento, parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, mostra que 77,7% dos lares fluminenses possuem acesso regular a alimentos de qualidade — um índice superior à média nacional de 75,8%.Segundo o IBGE, esse aumento reflete uma leve melhora nas condições de renda e no acesso a políticas de segurança alimentar, embora ainda haja desafios persistentes em parte significativa da população.
Mais famílias com acesso regular à alimentação
No total, 5,2 milhões de domicílios fluminenses foram classificados em situação de segurança alimentar em 2024, contra 5 milhões em 2023. Isso significa que essas famílias têm acesso contínuo e suficiente a alimentos saudáveis, sem comprometer outras despesas essenciais.Já os lares com algum grau de insegurança alimentar caíram de 23,8% para 22,3% — o equivalente a 1,5 milhão de domicílios. Dentro desse grupo, 16,2% enfrentam insegurança leve, quando há preocupação com a disponibilidade futura de alimentos; 3,6% estão em nível moderado, com redução significativa das refeições entre adultos; e 2,5% vivem situação grave, quando até crianças e adolescentes sofrem restrição alimentar.
Rio avança acima da média nacional
O Estado do Rio de Janeiro registrou desempenho acima da média nacional também na proporção de moradores em segurança alimentar, que subiu para 76,7% da população, dois pontos percentuais a mais que em 2023.No Brasil, 18,9 milhões de domicílios ainda convivem com algum grau de insegurança alimentar, embora o número tenha diminuído em 2,2 milhões desde 2023. A proporção nacional caiu de 27,6% para 24,2%, mostrando que o país ainda enfrenta desafios estruturais no combate à fome.
Metodologia e histórico da pesquisa
Os dados foram obtidos com base na Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA), metodologia aplicada em parceria entre o IBGE e o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.O módulo integra uma série histórica sobre o tema, com levantamentos anteriores realizados em 2004, 2009 e 2013, além da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017–2018. Embora as bases metodológicas não sejam totalmente comparáveis, o IBGE destaca que elas permitem acompanhar a evolução da fome e da insegurança alimentar ao longo das últimas duas décadas no país.