Decisão foi comunicada na última terça-feira, após pressão de sindicatos, que alegavam receber “o pior salário do Brasil”
Os professores da rede estadual de ensino vão receber o piso salarial nacional do magistério. O pagamento foi autorizado pelo governador Cláudio Castro e anunciado, nesta quinta-feira, 11, pela secretária de Estado de Educação, Roberta Barreto, e pelo subsecretário-geral da Casa Civil, Adilson Faria, durante reunião com representantes da categoria. A medida reafirma o compromisso de Cláudio Castro com a Educação, valorizando os servidores da área e estudantes das escolas fluminenses.Para isso, o governo encaminhará, nos próximos dias, mensagem à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). De acordo com a proposta, a correção será concedida a todas as carreiras de professores e paga a partir da folha salarial relativa ao mês de maio.Além disso, o pagamento contemplará os servidores inativos do magistério.“O pagamento do piso nacional demonstra, mais uma vez, o nosso compromisso com os professores da rede. Esse é o ano da Educação, e não vamos medir esforços para proporcionar um ensino de qualidade para nossos estudantes”, declarou Cláudio Castro.A secretária Roberta Barreto destacou que o governo tem trabalhado na valorização dos servidores da Educação. Somente na gestão de Cláudio Castro, foi investido quase R$ 1 bilhão em benefícios de valorização do magistério (Abonos Fundeb, progressão de carreira, triênios, adicional de qualificação, cotas tecnológicas, auxílios alimentação e transporte).Para a secretária Roberta Barreto, o pagamento do piso reafirma o empenho do governador Cláudio Castro com a educação pública.“Essa conquista é fundamental para valorização do professor e na garantia do acesso e a permanência dos nossos jovens em sala de aula. Temos uma longa estrada pela frente, mas nesse momento o governador mostra que estamos no caminho certo, para fortalecer mais do que nunca o conhecimento que é o grande passaporte para a melhoria de vida”, afirmou Roberta Barreto.
“Pior salário do Brasil”
No auge dos protestos por melhorias na categoria, o Sindicato dos Profissionais da Educação de Nova Friburgo e Região (SEPE) e Sindicato dos Professores de Nova Friburgo e Região (SINPRO), chegaram a afirmar que “o governo, além de não pagar o piso, paga o pior salário do Brasil. A situação é ainda mais vergonhosa por se tratar do segundo estado mais rico do País, com R$ 753 bi (PIB), segundo o IBGE (2020). É esse estado que paga apenas R$ 1.588 de vencimento-base a um professor de 18 horas semanais, em início de carreira; e R$ 802 ao funcionário administrativo, de nível elementar.”De acordo com o cálculo do SEPE, com o salário corrigido pelo piso nacional atual, os professores que cumprirem a carga horária de 18h têm que receber R$ 3.119,04.A reprodução deste conteúdo em parte ou em sua totalidade, sem prévia autorização do EcoSerrano, pode acarretar em violação dos direitos autorais e resultar em uma ação judicial.Redes Sociais do EcoSerranoTelegramGrupo de Whatsapp 3Grupo de Whatsapp 2 Grupo de Whatsapp 1 Instagram: @ecoserranoFacebook: @ecoserranooTwitter: @serrano_eco