Sala com pessoas sentadas em mesas, possivelmente em reunião ou protesto.

Falhas na aplicação do PND geram protestos e questionamentos sobre lisura do exame

Vídeo mostra desorganização, falta de estrutura e até “prova em grupo”

Professores relataram atrasos, falta de salas, ventilação precária e até aplicação coletiva improvisada, levantando dúvidas sobre a isonomia do exame.     A primeira etapa da Prova Nacional do Docente (PND), criada para avaliar e certificar professores e futuros docentes no país, foi marcada por fortes críticas neste domingo. Em diversas cidades, candidatos denunciaram falta de estrutura básica, atrasos e situações que colocariam em risco a isonomia do exame. Segundo relatos enviados ao EcoSerrano, houve locais sem cadeiras suficientes, forçando professores a fazer a prova sentados em refeitórios, pátios e corredores. Em algumas unidades, a aplicação começou quase uma hora depois do horário oficial (13h30) devido ao improviso na organização das salas.

O que é o PND e por que ele é importante

O PND — Prova Nacional do Docente — é uma avaliação federal voltada à certificação de professores e futuros professores da educação básica, funcionando como um indicador de qualificação profissional. O resultado deve ser utilizado em processos seletivos, credenciamento e formação continuada. Por isso, qualquer desequilíbrio nas condições de aplicação pode afetar diretamente a concorrência, segundo educadores.  

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Relatos de improviso e ausência de isonomia

De acordo com participantes, houve casos em que a proximidade entre mesas e a falta de fiscalização adequada permitiram situações próximas de “prova em grupo”, já que os docentes ficaram praticamente lado a lado, sem distanciamento mínimo. Fontes ouvidas pela reportagem afirmam que:
  • Faltou ventilação em diversos prédios, agravando o calor; 
  • Em algumas escolas, não havia mesas e cadeiras suficientes; 
  • Provas foram aplicadas em pátios e refeitórios; 
  • Em algumas localidades, a fiscalização foi insuficiente; 
  • Atrasos passaram de 40 minutos, comprometendo a logística. 
Professores que prestaram o exame em locais adequados afirmam ter sido prejudicados, já que quem estava em locais improvisados pode ter tido vantagem no desenvolvimento das respostas, especialmente na redação.

Especialistas defendem revisão ou apuração

Educadores consultados defendem que o governo federal avalie se houve violação de isonomia e se as condições de aplicação seguiram critérios mínimos padronizados. Conforme apontado por entidades do setor, avaliações nacionais desse porte exigem controle rigoroso de ambiente para garantir igualdade de condições.

Próximos passos

Entidades de classe devem formalizar um pedido de esclarecimento sobre a execução do exame. Há expectativa de que relatórios oficiais confirmem quantas cidades registraram falhas na aplicação do PND e se haverá pedido de revisão ou reaplicação parcial.

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