Combatente brasileira relata atuação no combate e diz que luta em defesa de civis afetados pela invasão russa. Veja as imagens
A friburguense Yasmin Carpi atua por contrato na guerra da Ucrânia, país que enfrenta invasão militar russa desde 2022. Ela trabalhou na linha de frente, hoje faz resgates e retorna ao conflito em março. A matéria traz contexto, motivação e impacto pessoal.
A friburguense Yasmin Carpi, de 29 anos, nascida em Nova Friburgo (RJ), atua por contrato na guerra da Ucrânia e descreve sua missão como um compromisso de defesa de civis e territórios atingidos pela invasão russa iniciada em 2022. Em entrevista exclusiva ao EcoSerrano, ela detalhou sua trajetória, funções no fronte e motivações pessoais. Segundo relato da combatente, ela está atualmente de férias fora da zona de conflito e tem retorno previsto para março, quando inicia um novo período contratual de atuação operacional.
Contexto da guerra e cenário internacional: A guerra na Ucrânia começou com a invasão militar promovida pelo governo da Rússia, sob liderança de Vladimir Putin, contra o território ucraniano. Desde então, cidades foram atingidas, milhões de civis foram deslocados e a crise humanitária passou a mobilizar apoio internacional. Organismos multilaterais e governos ocidentais classificam o conflito como uma violação territorial, enquanto a Ucrânia mantém mobilização militar e civil para preservar suas áreas e sua soberania. É nesse cenário que estrangeiros contratados e voluntários passaram a integrar diferentes frentes de apoio.
Como Yasmin Carpi entrou na guerra: Segundo Yasmin Carpi, o interesse pela área militar sempre existiu. Ela afirma que não encontrou oportunidades no setor no Brasil e decidiu buscar atuação fora do país após acompanhar o avanço da guerra. De acordo com sua declaração, a decisão combinou vocação profissional e senso de propósito. Ela relata que entendeu o conflito como uma agressão a um país e à sua população civil, o que pesou na escolha de se alistar.
Da linha de frente às missões de resgate: Conforme o relato, a friburguense iniciou sua atuação diretamente na linha de frente, participando de operações de avanço e retomada de posições na região de Kupiansk. Atualmente, segundo descreve, trabalha em missões de resgate com quadriciclo, retirando soldados expostos em áreas de combate. Ela define a função como técnica e arriscada, mas essencial para salvar vidas em campo.
Atuação por contrato e nova etapa em março: Yasmin afirma que sua participação ocorre por contrato, com períodos definidos de atuação. Esses contratos podem ser renovados conforme necessidade operacional e acordo entre as partes. No momento, ela está em período de descanso e deve retornar à Ucrânia em março. Segundo especialistas em segurança internacional, a presença de estrangeiros contratados ocorre em diferentes conflitos, dentro de regras específicas de cada força envolvida.
Motivação e senso de dever: Na entrevista, Yasmin adota um tom firme ao falar sobre a motivação. Segundo ela, o que mais pesa é a situação de populações vulneráveis atingidas pela guerra. Ela destaca crianças, mulheres e idosos como principais afetados e afirma que a gratidão de civis ucranianos reforça o sentimento de que sua presença tem valor prático e humano.
Choques de realidade no campo de batalha: De acordo com o relato, o maior impacto foi perceber o nível tecnológico e a intensidade contínua das operações militares. Ela afirma que a guerra moderna envolve recursos avançados e ataques de grande escala, o que torna o ambiente imprevisível e exige preparo constante.
Reação da família e planos futuros: Segundo Yasmin, a família inicialmente reagiu com preocupação e resistência, mas hoje oferece apoio à sua escolha. Após o término do novo contrato, ela declara que pretende reunir a família e estabelecer vida na Europa. A combatente afirma que a experiência no conflito trouxe crescimento pessoal e profissional.
Missa de Yasmin Carpi na guerra da Ucrânia
Yasmin Carpi é de Nova Friburgo? Sim. Ela nasceu em Nova Friburgo, segundo informado na entrevista.
A atuação dela é voluntária? O alistamento foi voluntário, mas sua atuação ocorre por contrato com prazo definido.
Quando ela retorna ao conflito? De acordo com a entrevista, o retorno à Ucrânia está previsto para março.