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Ex-vereador, PMs e servidor públicos são presos por acusação de integrar milícia em cidade do RJ

Mandados são cumpridos nesta terça e atingem centro de estrutura pública. As identidades foram revelados pelo MPRJ

Sete denunciados são alvos de prisão preventiva em Araruama (RJ). Segundo o MPRJ, grupo atuava com extorsão, controle de transporte clandestino e apropriação de imóveis.

Nesta terça-feira, 3 de março de 2026, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro informou que denunciou sete pessoas por constituição de milícia em Araruama, na Região dos Lagos, e obteve mandados de prisão preventiva, que são cumpridos hoje por agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ).

De acordo com o órgão, entre os denunciados estão dois ex-policiais militares — sendo um ex-vereador do município —, um ex-guarda municipal e um servidor público. O impacto imediato da decisão judicial é a retirada cautelar dos investigados de circulação, conforme determinação da 1ª Vara Especializada em Organizações Criminosas.

O que aponta a denúncia: Segundo o GAECO/MPRJ, o grupo é acusado de apropriação indevida de imóveis; extorsão contra moradores e comerciantes; controle de linhas de transporte alternativo clandestino; e ameaças a integrantes do sistema de Justiça e forças de segurança. As investigações indicam que os denunciados utilizavam intimidação e grave ameaça para impor domínio territorial. A denúncia foi protocolada formalmente à Justiça, que analisou os elementos apresentados antes de decretar as prisões preventivas.

Liderança e funções atribuídas: Conforme a peça acusatória, a organização seria liderada pelo ex-policial militar e ex-vereador Sérgio Roberto Egger de Moura – nas eleições de 2024, concorreu a vereador pelo MOBILIZA, com candidatura indeferida e anteriormente, foi ligado ao PSC e Democracia Cristã. Os demais denunciados, segundo o Ministério Público, teriam funções distintas, como coordenação de transporte clandestino; cobrança de valores; e atuação armada. O Juízo da 1ª Vara Especializada em Organizações Criminosas destacou, ao fundamentar a decisão, que milícias apresentam elevado grau de periculosidade e risco à ordem pública.

Contexto e comparação: A Região dos Lagos já foi alvo de operações anteriores contra grupos paramilitares nos últimos anos, com denúncias envolvendo exploração de serviços e domínio territorial. A atuação do GAECO integra estratégia permanente de enfrentamento ao crime organizado no estado do Rio de Janeiro. Em comparação com casos anteriores, a atual denúncia inclui também suposta interferência em serviços de transporte alternativo, ampliando o escopo investigativo.

Procedimento legal: A prisão preventiva é medida cautelar prevista no Código de Processo Penal, aplicada quando o Judiciário entende haver indícios suficientes de autoria e materialidade, além de risco à ordem pública ou à instrução processual. Os denunciados terão direito ao contraditório e à ampla defesa ao longo do processo. O Ministério Público informou, em nota, que novas diligências podem ocorrer conforme o avanço das investigações.

Orientação ao cidadão: Autoridades orientam que denúncias sobre atuação de grupos criminosos podem ser feitas aos canais oficiais do Ministério Público ou às forças de segurança; a identidade do denunciante pode ser preservada conforme a legislação; informações devem ser precisas para auxiliar investigações; e qualquer situação de emergência deve ser comunicada imediatamente à polícia.

Prisões em Araruama: o que se sabe até agora

  • Quantas pessoas foram denunciadas? Sete, segundo o Ministério Público.

  • Quem cumpriu os mandados? Agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do MPRJ.

  • Qual foi a decisão da Justiça? Decretação de prisão preventiva pela 1ª Vara Especializada em Organizações Criminosas.

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