ETA paralisada, elevatórias fora de operação e adutora danificada ampliam impacto regional nesta terça (3)
Dez municípios do Rio de Janeiro (RJ) registram interrupção ou redução de abastecimento nesta terça (3). Normalização ocorre entre 24 e 72 horas, segundo concessionárias.
Nesta terça-feira, 3 de março de 2026, concessionárias como Águas do Rio, Cedae e Iguá Rio informaram que pelo menos 10 municípios do estado do Rio de Janeiro (RJ) apresentam interrupção ou redução no abastecimento de água por causas técnicas distintas, incluindo aumento de turbidez, falhas elétricas, paralisação de estações de tratamento e vazamento em adutora principal.
Segundo as notas oficiais, a normalização ocorre de forma gradativa entre 24 e 72 horas, dependendo da pressurização das redes e das condições operacionais. O impacto atinge residências, comércios e serviços públicos nesta manhã.
Turbidez após chuvas paralisa unidades: Em Cachoeiras de Macacu, a Unidade de Tratamento Posto Pena foi paralisada após aumento da turbidez da água captada. De acordo com a Águas do Rio, a medida é preventiva, pois sedimentos acima do padrão impedem tratamento adequado. Situação semelhante atinge a região da Praça João Pessoa, em São Francisco de Itabapoana, onde o abastecimento permanece reduzido até que os parâmetros sanitários sejam restabelecidos.
Rompimentos e danos externos: Em Aperibé e Cambuci, a rede foi atingida por terceiros, interrompendo o fornecimento nos bairros Fagundes; Serrinha; Porto das Barcas; Funil; Frexeiras. Equipes atuam em reparo emergencial. Já em Rio Bonito, bairros como Green Valley; Parque das Acácias; Ipê; Cambucas registram redução após problemas na captação do Rio Bacaxá, também associados às chuvas.
ETA com operação parcial ou paralisada: Na Baixada Fluminense, a ETA de Japeri, operada pela Cedae, teve operação paralisada para controle da qualidade da água captada, afetando o Centro e mais de 20 bairros. Em Itaperuna, a ETA opera com 70% da capacidade após elevação do Rio Muriaé. Em Itaocara, a alta do Rio Paraíba do Sul provoca redução temporária.
Falhas elétricas e elevatórias: No distrito de Anta, em Sapucaia, a ETA saiu de operação após falha elétrica, com previsão de normalização em até 48 horas. Em Varre-Sai, a captação foi paralisada após interrupção de energia da concessionária Enel. Na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, estações de bombeamento afetam bairros como Pechincha; Freguesia; Anil; Itanhangá; além da Taquara, onde a elevatória Bosque do Jordão saiu de carga às 6h30.
Vazamento em adutora atinge Região dos Lagos: Um vazamento em tubulação de grande porte no bairro Sergeira, em São Pedro da Aldeia, reduziu o abastecimento também em Cabo Frio; Arraial do Cabo; Armação dos Búzios; Iguaba Grande. Segundo a concessionária, o retorno ocorre após conclusão do reparo e reequilíbrio da rede.
Contexto e comparação: Interrupções por turbidez são recorrentes em períodos de chuva intensa, quando o volume de sedimentos aumenta nos mananciais. Em eventos anteriores, a normalização também ocorreu de forma progressiva após estabilização dos parâmetros técnicos.
Orientação ao consumidor: As concessionárias orientam registrar ocorrências pelo 0800 195 0 195 (Águas do Rio); 0800-282-1195 (Cedae); 0800 400 0509 (Iguá Rio); solicitar caminhão-pipa em emergências; priorizar consumo essencial; evitar desperdício; utilizar água armazenada racionalmente; aguardar retorno gradual da pressão; manter reservatórios abastecidos sempre que possível.
Falta d’água no RJ: perguntas essenciais
Quantos municípios estão afetados? Pelo menos 10 cidades registram interrupção ou redução.
Qual a principal causa? Turbidez elevada após chuvas; falhas elétricas; vazamento em adutora.
Quando a água volta? Entre 24 e 72 horas, conforme pressurização da rede.