SEPE e SINPRO denunciam assedio moral a professores

Educadores denunciam escolas por descumprirem regras durante as férias

Profissionais foram convocados para trabalhar durante recesso escolar, obrigados a passar conteúdo com informações falsas, além de sofrer pressão e assédio moral. Veja os detalhes na matéria 

O Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação de Nova Friburgo (SEPE-NF) e o Sindicato dos Professores de Nova Friburgo (SINPRO-NF) emitiram uma denúncia conjunta sobre uma série de irregularidades ocorridas durante as férias de julho. Segundo as entidades sindicais, outras irregularidades teriam sido cometidas como a obrigação de passar conteúdo com base em informações falsas, além da pressão e assedio moral. Algumas escolas teriam convocado ainda educadores para atividades não previstas na Convenção Coletiva de Trabalho:
NOVO CANAL PARA DENÚNCIAS em Nova Friburgo e região serrana para compartilhar denúncias, acidentes e flagrantes. ACESSE O LINK: https://chat.whatsapp.com/ERr5AYCO0Nq0g0KXQC21iL
“Algumas escolas particulares de Nova Friburgo convocaram professores e professoras para trabalhar durante o recesso de julho, seja em colônias de férias, cursos de plataformas, de primeiros socorros ou atividades que fogem ao permitido na Convenção Coletiva de Trabalho e na CLT. A nossa Convenção deixa evidente que os/as profissionais só podem ser chamados para participar de atividades como “reuniões de cadeira e sessões de orientação e assistência pedagógica”, conforme prevê a Cláusula quarta da CCT. Convocar professores e professoras neste período para dar aulas ou atuar em colônias de férias, além de descumprir totalmente a legislação trabalhista, é imoral e desumano, pois impede o necessário e sagrado direito ao descanso dos trabalhadores e das trabalhadoras da educação, que vêm sofrendo inúmeras doenças ocupacionais, tais como a síndrome de Burnout (esgotamento físico e mental em razão do estresse crônico e cotidiano de lidar com várias situações de conflito e problemas alheios), distúrbios vocais, dores nas costas, hipertensão e problemas cardiovasculares, crises que afetam a saúde mental, etc.  Há inclusive o caso de um “centro educacional” que obrigou professores e professoras a participar de uma “formação” com base no Programa Brasil Paralelo, cujo conteúdo é carregado de fake news, com flagrante distorção dos fatos históricos como a ditadura militar, a escravidão e a colonização do Brasil, disseminando teorias conspiratórias e negacionistas promovidas por Olavo de Carvalho, Jair Bolsonaro e Ernesto Araújo. Trata-se de divulgação de conteúdo mentiroso, antipedagógico e fascista, promovendo uma visão ultraconservadora da sociedade brasileira. São os mesmos que hipocritamente defendem uma “escola sem partido”, mas difundem uma ideologia política de extrema-direita. Inaceitável!  Além disso, estas mesmas escolas convocaram professores e professoras para trabalhar nas festas julinas nos finais de semana, sem a devida remuneração da hora extra (100% do valor da hora-aula). Sem falar naquelas que historicamente já desrespeitam as leis trabalhistas e as convenções coletivas, deixando de pagar de acordo com o piso salarial, férias, descanso remunerado, 13º e outros direitos consagrados.  De igual maneira, muitas desrespeitam a legislação do Plano Municipal de Educação quanto ao número máximo de alunos por turma, praticando a superlotação nas salas de aula! Ou seja, é um conjunto de ataques à categoria, adotando uma prática de regressão social que praticamente chega ao nível do trabalho escravo! Tudo para satisfazer os lucros, em detrimento da qualidade da educação e da saúde do/a trabalhador(a)! O Sinpro de Nova Friburgo e Região está mobilizando o seu departamento jurídico e adotando todas as medidas cabíveis para barrar esses descalabros cometidos por escolas cujos patrões agem como se estivessem no tempo do Brasil Colônia! RECESSO ESCOLAR É DIREITO CONQUISTADO! BASTA DE SUPEREXPLORAÇÃO! EDUCAÇÃO NÃO É MERCADORIA! FORA “BRASIL PARALELO”!”

Redes Sociais do EcoSerrano

Back To Top