Rumores sobre mais mudanças na Secretaria de Educação se intensificam. Pasta enfrenta processo trabalhista movido por servidora, após graves acusações. Veja todos os detalhes
A reportagem detalha os bastidores da possível saída de Caroline Klein da Educação ainda no início de 2025. Traz também trechos exclusivos do processo trabalhista movido pela professora da rede municipal Cristina Peres, cuja audiência está marcada para a próxima semana. Informações foram confirmadas e ampliadas com dados obtidos pelo EcoSerrano.
Bastidores indicam possível saída de Caroline Klein da Educação
Informações que circulam entre servidores e setores da Prefeitura indicam que a secretária de Educação, Caroline Klein, pode deixar o cargo ainda no final deste ano.Segundo apurações, os rumores antecedem a recente saída da então subsecretária Caroline Gallo, ocorrida neste mês.Klein está oficialmente de férias e retorna na quinta-feira, 4. Em resposta ao EcoSerrano, ela afirmou que quem deixou a pasta foi apenas a subsecretária e que, no momento, quem responde pela Secretaria é a atual subsecretária Cíntia Damazio. A titular não comentou os rumores sobre sua possível saída.
Mudanças internas ampliam tensão na rede municipal
As alterações de cargos, férias e substituições formais ocorrem em um período em que a rede enfrenta pressões internas, especialmente após o avanço do processo trabalhista movido pela professora Cristina Peres, que trouxe novos elementos sobre o ambiente organizacional da Secretaria.A combinação das mudanças administrativas e da ação judicial cria, segundo servidores ouvidos reservadamente, um cenário de instabilidade que tem ampliado discussões internas sobre gestão, comunicação e procedimentos administrativos.
Processo trabalhista de Cristina Peres detalha pressão institucional
O EcoSerrano teve acesso exclusivo ao processo trabalhista movido pela servidora Cristina Peres, que apresenta uma série de alegações envolvendo sua rotina profissional na rede municipal. A secretária é citada no processo e deve comparecer a audiência para ser ouvida. A audiência está agendada para a próxima semana e deve confrontar as versões da professora e da administração pública.De acordo com os autos, Cristina relata mudanças frequentes de escala, realocações repentinas e ausência de justificativas formais. Em um dos trechos anexados, ela afirma:“As alterações de horário e local de trabalho eram comunicadas de maneira informal e sem aviso prévio, dificultando a organização das minhas atividades e impactando diretamente minha estabilidade profissional.”A servidora também descreve episódios nos quais teria sido exposta diante de colegas e superiores após apresentar atestados médicos. Segundo a petição inicial:“A apresentação de documentos médicos passou a ser tratada de forma constrangedora, com cobranças feitas em público e comentários que ultrapassavam o limite administrativo.”Outro ponto do processo menciona mudanças de atribuições que, segundo a autora, desviaram sua atuação pedagógica:“Passei a desempenhar tarefas que não guardavam relação com a prática docente, sem explicação detalhada ou ato administrativo que justificasse a alteração.”Cristina ainda relata que diversas orientações funcionais eram recebidas de forma “confusa ou contraditória”, o que teria prejudicado sua segurança profissional. Ela menciona falhas de comunicação interna e ausência de formalidade em decisões que envolviam seu trabalho.A defesa do Município sustenta que todas as medidas relacionadas à servidora ocorreram “dentro das normas vigentes”, seguindo critérios administrativos e a necessidade do serviço. Os representantes jurídicos afirmam que eventuais desconfortos relatados “não configurariam dano, assédio ou violação trabalhista”.
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