Na coluna desta semana, Igor Arnaldo compartilha memórias dos tempos de criança
Na última semana, abordei o tema Dia Mundial da Infância e pude conferir de perto exposição de brinquedos e jogos em Nova Friburgo.Comecei, então, a lembrar da minha infância e a analisá-la com olhos de um game designer e especialista em gamificação que sou. É neste devaneio que percebi primeiramente como fui e ainda sou muito criativo.Esta infância foi passada na cidade de Arraial do Cabo, região litorânea do estado do Rio de Janeiro, sendo assim boa parte dos meus dias eram vividos na praia jogando bola, correndo, brincando de pique-pega, pique-bandeira, bolinha de gude…e a brincadeira que foi o ponta pé inicial para me tornar o que sou hoje: corrida de tampinha na areia.A brincadeira já começava com cada jogador procurando na praia uma tampinha de garrafa de vidro para ser o seu “carrinho”, pois isso iria dizer a ordem de cada um. E bastava ser qualquer tampinha? Claro que não!Cada jogador precisa encontrar especificamente uma tampinha que não seja idêntica ao do amigo, então a brincadeira e euforia por sair a procura da tampinha só aumentava.E chegamos a melhor parte da brincadeira que é montar/criar a pista de corrida, então no meio da praia começávamos a fazer buracos, curvas, montes…quanto mais única, difícil e mirabolante melhor! Geralmente os momentos gastos para a composição dessa pista levava mais tempo do que o próprio jogo.E sem querer virar uma espécie de chamariz na praia pois ali se encontravam umas 5 crianças com baldes d’água, colheres, garfos, esculpindo a pista como se estivessem pintando a Capela Sistina. Dedicação total.O estimulo a criatividade e a cobrança que fazíamos, afinal não queríamos jogar na mesma pista todo dia. Então para cada dia era uma novidade diferente, colocávamos obstáculos, desafios, armadilhas e por aí vai.As regras do jogo eram simples, cada jogador tem direito a 03 “petelecos” na tampinha, o primeiro a completar 03 voltas vence. Haviam “checkpoints” espalhados na pista pois elas eram ENORMES, e se a sua tampinha saísse da pista antes de passar por um checkpoint teria de voltar para o começo.E assim foram muitas tardes da minha infância que me orgulho muito, uma curiosidade, desse quinteto apresentado anteriormente 04 deles se tornaram professores, e um deles por motivos de saúde infelizmente veio a se tornar uma estrela nesse céu aos 15 anos. Mas creio que viria a ser professor também.A explanação sobre esse devaneio é que hoje me encontro sendo um professor que incentiva ao maximo a criatividade dos meus alunos, que tento sempre manter algo inovador e diferente em minhas aulas.A criatividade foi o estopim que veio a definir qual seria a minha carreira, o meu estilo de vida, quem eu sou hoje. Foi através da exploração da criatividade que eu me conheci.Os jogos já criados podem ser reinventados, o UNO possui suas próprias regras. Mas por que não você criar as suas regras? Talvez a carte de número 07 fazer com que ninguém possa falar até que venha outra carta 07 na mesa. Não há idade limite para se explorar a criatividade, use e abuse. Criatividade não tem limite, permita-se.A reprodução deste conteúdo em parte ou em sua totalidade, sem prévia autorização do EcoSerrano, pode acarretar em violação dos direitos autorais e resultar em uma ação judicial.Redes Sociais do EcoSerranoTelegramGrupo de Whatsapp 3Grupo de Whatsapp 2 (lotado)Grupo de Whatsapp 1 (lotado) Instagram: @ecoserranoFacebook: @ecoserranooTwitter: @serrano_eco